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Evidências do impacto real da mineração submarina são descobertas e preocupam cientistas; entenda

Estudo foi publicado em revista científica e revela dados cruciais para o mundo todo

Agência Diário

Publicado em 09/02/2026 às 12:31

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A área estudada fica na Zona Clarion-Clipperton, entre o México e o Havai. Testes de mineração submarina frequentemente acontecem nessa localidade. / ROV-Team/GEOMAR/Wikimedia Commons

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A mineração submarina em águas marítimas profundas é amplamente explorada. Isso acontece pois ela é tida pelos estudiosos como uma potencial para a crescente demanda por metais considerados críticos para a transição energética, como o níquel, o cobalto e o manganês. 

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Materiais como o níquel, o cobalto e o manganês são cruciais para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e a produção de baterias. Eles se concentram em nódulos polimetálicos.

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Os nódulos polimetálicos estão localizados a milhares de metros de profundidade em regiões pouco conhecidas do oceano.

No entanto, o entendimento dos cientistas sobre a forma com que os ecossistemas de águas profundas reagem a esses tipos de intervenções ainda é limitado.

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Recentes estudos científicos mostram dados mensuráveis quanto a mudanças na vida marinha depois de episódios de mineração submarina.

Como a ciência fez essa descoberta

Um estudo publicado pelos pesquisadores na revista Nature Ecology & Evolution mediu com êxito os efeitos da mineração subaquática sobre a biodiversidade local e todo o ecossistema.

Quanto aos resultados da pesquisa, eles mostraram que o ecossistema da região sofreu uma redução de aproximadamente 32% na diversidade de espécies nas áreas afetadas pelos equipamentos de extração.

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A área estudada fica na Zona Clarion-Clipperton, entre o México e o Havaí. Testes de mineração submarina frequentemente acontecem nessa localidade.

Equipes científicas levaram cinco anos para concluir o estudo. Eles coletaram amostras antes e depois da passagem do coletor pelos sedimentos. 

No total, cerca de 3,3 mil toneladas de nódulos polimetálicos foram extraídas de uma profundidade de quase 4.300 metros.

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Qual é o impacto real da mineração submarina na biodiversidade?

Para compreender isso, é essencial considerar que a área estudada está localizada numa planície abissal. 

Uma planície abissal é uma extensa região plana do fundo do oceano onde a maioria dos organismos depende de restos orgânicos que caem das camadas superiores do mar.

As espécies que formam a fauna e flora local sofreram variações mesmo sem atividade de mineração na área. Os cientistas relacionam isso à discrepância na produtividade de partes superiores do oceano.

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Várias amostras de sedimentos dessas áreas estão expostas no Museu de História Natural, em Londres. Foram classificados mais de 4,3 mil animais com mais de 0,25 milímetros, pertencentes a 788 espécies diferentes.

A maior parte dos registros era composta por vermes marinhos, crustáceos e moluscos.

Regulamentação das práticas marinhas e mudanças no ecossistema

A agência Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (International Seabed Authority) é a responsável por estabelecer os padrões a serem seguidos quanto ao controle e regulamentação dos estudos realizados na planície abissal.

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Esses padrões incluem a exigência de realizar avaliações de impacto ambiental, bem como estudos de linha de base antes do início de qualquer atividade.

O principal objetivo das diretrizes aplicadas pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos é distinguir danos reais de flutuações naturais.

Durante a realização do estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, os cientistas avaliaram as áreas percorridas pelas máquinas, e descobriram que a perturbação alterou os padrões locais.

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Dentre os ecossistemas locais, a macrofauna, composta por animais suficientemente grandes para serem separados manualmente, foi a principal afetada pelos controladores de nódulos.

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