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Estresse atinge 91% da Geração Z: Saiba como as redes sociais e a produtividade aceleram o burnout

Segundo a Anmat (Associação Nacional de Medicina do Trabalho), cerca de 30% da população brasileira sofrem com a síndrome

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 05/03/2026 às 13:33

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Excesso de estímulos, pressão por produtividade e hiperconectividade ajudam a explicar o aumento do estresse entre jovens trabalhadores da Geração Z / Unsplash/tommao wang

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Segundo a Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho), cerca de 30% da população brasileira sofre com burnout. Esses altos números, no entanto, podem ser causados por diversos fatores psicológicos.

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Com o trabalho constante e diversos tipos de demandas, é comum se sentir naturalmente cansado, especialmente considerando a realidade adulta. No entanto, quando o sentimento é excessivo, pode se tornar um sinal de alerta em relação à deterioração da saúde mental e, inclusive, um potencial burnout.

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Conforme dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, no Brasil, cerca de 30% das pessoas sofrem com a síndrome de burnout, um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema. Além disso, uma pesquisa da Cigna, organização americana de saúde, aponta que 91% dos trabalhadores da Geração Z relatam estresse, com aproximadamente 98% mostrando sinais de esgotamento extremo.

Essa falta de energia e indisposição, todavia, não são aspectos que surgem de um dia para o outro. Segundo a psicóloga Letícia Marques, o fenômeno é resultado de múltiplos fatores acumulados, incluindo sobrecarga, estresse crônico e o agravamento do estado mental. Para entender mais sobre o assunto, confira as informações abaixo.

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O que gera esse "cansaço"?

De acordo com Letícia, o cérebro humano não foi feito para lidar com elevados níveis de estímulos. Portanto, quando isso acontece, cria-se uma espécie de "estado de alerta".

"O cérebro humano não foi projetado para lidar continuamente com altos níveis de estímulo, informação e cobrança. Quando a pessoa permanece por muito tempo em estado de alerta e exigência, o sistema de estresse se mantém ativado, o que aumenta sintomas de ansiedade e, com o tempo, pode gerar exaustão emocional, desmotivação e até quadros depressivos."

Do mesmo modo, a profissional destaca que o burnout pode se tornar um fator determinante para o desenvolvimento do cansaço diário, que parece quase incessante.

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"Estudos sobre burnout e estresse crônico mostram que a exposição prolongada a demandas psicológicas elevadas, associada à baixa sensação de controle ou descanso insuficiente, favorece sintomas como fadiga mental, irritabilidade, dificuldade de concentração e perda de prazer em atividades antes significativas."

Cansaço físico x Cansaço emocional

Há diferenças claras quando se trata de exaustão física e emocional; ambas não devem ser confundidas. A psicóloga explica que a primeira condição está relacionada aos limites do corpo humano, podendo ser resolvida com descanso e pequenas pausas. Todavia, o esgotamento mental é mais complexo.

"O cansaço físico está relacionado ao esforço corporal. Normalmente melhora com descanso, sono ou pausa nas atividades. Já o cansaço emocional ou mental está ligado ao desgaste psicológico. A pessoa pode dormir e, ainda assim, acordar esgotada. Surgem sintomas como sensação constante de sobrecarga, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de estar 'no limite' e perda de motivação."

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Em outras palavras, Letícia considera o cansaço emocional como aquele que não pode ser solucionado apenas com o repouso corporal: "Na prática clínica, um indicativo importante de exaustão emocional é quando o descanso físico não é suficiente para restaurar a energia mental".

Especialistas recomendam pausas ao longo do dia, limites digitais e acompanhamento psicológico para prevenir o esgotamento emocional. Unsplash/Эмин Мамедов
Especialistas recomendam pausas ao longo do dia, limites digitais e acompanhamento psicológico para prevenir o esgotamento emocional. Unsplash/Эмин Мамедов
O uso excessivo de redes sociais pode intensificar a fadiga mental, ao manter o cérebro em constante estado de alerta e comparação social. Unsplash/engin akyurt
O uso excessivo de redes sociais pode intensificar a fadiga mental, ao manter o cérebro em constante estado de alerta e comparação social. Unsplash/engin akyurt
Pesquisa da Cigna aponta que 91% dos trabalhadores da Geração Z relatam níveis elevados de estresse no ambiente profissional. Unsplash/Alexander Grey
Pesquisa da Cigna aponta que 91% dos trabalhadores da Geração Z relatam níveis elevados de estresse no ambiente profissional. Unsplash/Alexander Grey
Excesso de estímulos, pressão por produtividade e hiperconectividade ajudam a explicar o aumento do estresse entre jovens trabalhadores da Geração Z. Unsplash/tommao wang
Excesso de estímulos, pressão por produtividade e hiperconectividade ajudam a explicar o aumento do estresse entre jovens trabalhadores da Geração Z. Unsplash/tommao wang
Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, cerca de 30% dos brasileiros sofrem com burnout, distúrbio emocional marcado pela exaustão extrema. Freepik/DC Studio
Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, cerca de 30% dos brasileiros sofrem com burnout, distúrbio emocional marcado pela exaustão extrema. Freepik/DC Studio

Fatores contribuintes à exaustão

A profissional cita alguns aspectos que parecem comuns, mas que podem contribuir para o esgotamento mental e, em muitos casos, levar ao burnout:

  • Excesso de demandas profissionais e pessoais;

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  • Dificuldade de estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal;

  • Sobrecarga de informação;

  • Sensação de urgência constante;

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  • Baixa qualidade de descanso mental.

Ela também ressalta a utilização das redes sociais como impacto negativo na fadiga mental, principalmente em casos de uso descontrolado.

"As redes sociais e a hiperconectividade também entram nesse cenário. A exposição contínua a estímulos digitais mantém o cérebro em estado de vigilância e comparação social frequente. Pesquisas mostram que o uso excessivo de redes está associado ao aumento da ansiedade, pior qualidade de sono e maior fadiga mental."

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Nos casos de trabalho árduo e sobrecarga, a profissional alerta para o desempenho excessivo, que pode se tornar tóxico. Letícia menciona o equilíbrio entre o trabalho e a identidade pessoal: "Quando o valor pessoal passa a ser medido apenas por resultados, a saúde mental tende a se fragilizar".

Principais sintomas

Ainda de acordo com a psicóloga, os principais sintomas e sinais de riscos incluem:

• Aumento de sintomas de ansiedade;

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• Maior vulnerabilidade à depressão;

• Dificuldade de concentração e memória;

• Irritabilidade e queda da tolerância emocional;

• Redução da motivação e do senso de propósito.

Formas de tratamento

Letícia cita o estabelecimento de limites claros e o repouso — físico e mental — como fatores essenciais. As estratégias englobam:

  • Micropausas ao longo do dia;

  • Limites digitais, reduzindo a hiperconectividade;

  • Práticas de mindfulness (atenção plena);

  • Escrita terapêutica para processamento emocional;

  • Sono adequado e rotina de descanso mental real.

A psicóloga finaliza enfatizando a importância dos cuidados não apenas ao solucionamento do problema mas, simultaneamente, à compreensão dos limites pessoais e profissionais: "Quando o cansaço se torna persistente ou interfere no funcionamento cotidiano, o acompanhamento psicológico também é importante para compreender as causas e construir estratégias de cuidado mais profundas".

*O texto contém informações dos portais Forbes e Cofen

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