Estado de Minas tem lei que proíbe entrada e procriação de raças de cachorro; entenda

A medida foi promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)

Apenas pessoas com idade mínima de 18 anos poderão conduzir os cães dessas raças

Apenas pessoas com idade mínima de 18 anos poderão conduzir os cães dessas raças | Freepik

O estado de Minas Gerais reafirmou, por meio da Lei 25.165, a proibição da entrada e procriação de cães das raças pit bull, rottweiler, dobermann, fila brasileiro e outras consideradas semelhantes. 

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A medida foi promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e estabelece novas regras rigorosas para tutores que já possuem cães dessas raças no estado.

Entre as exigências da nova legislação, os tutores são obrigados a utilizar focinheiras e coleiras com identificação (nome, endereço e telefone do responsável) ao circular em locais públicos. 

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Recentemente, cidades do litoral de SP também pribiram a circulação de cães na praia.

Além disso, apenas pessoas com idade mínima de 18 anos poderão conduzir os cães dessas raças em ambientes públicos, reforçando as medidas de segurança.

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O descumprimento das regras pode resultar em uma multa de R$ 553,10, com valores já atualizados em 2024, segundo a ALMG. 

No entanto, em casos mais graves, os valores podem aumentar significativamente. Se o cão provocar ferimentos em alguém, a multa pode ultrapassar R$ 5 mil. Caso a vítima comprove lesão decorrente do ataque, o valor é dobrado. Em situações de lesão corporal grave, a multa pode ultrapassar R$ 15 mil.

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As medidas foram motivadas pelo elevado número de ataques de cães no estado. Entre janeiro e setembro de 2024, apenas o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, registrou 2.294 atendimentos relacionados a ataques de cães. Em 2023, o total de casos foi ainda maior, com 2.838 ocorrências ao longo do ano.

Apesar das penalidades e restrições impostas, a lei não detalha como será realizada a fiscalização dessas medidas. 

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Com as novas normas, o estado espera reduzir o número de ataques e garantir maior segurança para a população. 

Contudo, a legislação também levanta debates sobre a responsabilidade dos tutores e o tratamento adequado para cães dessas raças, que frequentemente enfrentam preconceitos e estigmas devido à falta de adestramento ou manejo inadequado.