A indústria da música viveu um ano histórico em 2025, com turnês globais, catálogos milionários e artistas transformando sucesso artístico em cifras recordes, segundo ranking da Forbes / Reprodução Instagram/@forbesbr
O mercado global da música fechou 2025 em um patamar financeiro inédito. Impulsionada por turnês mundiais de estádio, pela valorização de catálogos musicais e por estratégias cada vez mais sofisticadas de gestão de direitos autorais, a indústria consolidou uma nova era de ouro.
De acordo com o ranking anual da Forbes, divulgado em 30 de dezembro, os 25 artistas mais bem pagos do mundo somaram juntos cerca de US$ 1,9 bilhão em faturamento bruto, evidenciando uma transformação estrutural no modo como a música gera riqueza.
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Nesse novo cenário, os artistas deixaram de atuar apenas como intérpretes ou performers e passaram a operar como marcas globais altamente rentáveis, com decisões financeiras que envolvem fundos de investimento, tecnologia, streaming e ativos intelectuais.
A combinação entre nostalgia, grandes espetáculos ao vivo e a monetização inteligente de obras do passado redefiniu o topo da indústria em 2025.
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A lista da Forbes considera os ganhos brutos acumulados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, combinando dados da Pollstar, da Luminate e entrevistas com agentes, advogados e executivos da indústria. Os valores não descontam impostos nem comissões, oferecendo um retrato fiel do poder real de geração de caixa de cada artista.
No centro dessa engrenagem financeira está o canadense The Weeknd, que lidera o ranking com uma arrecadação impressionante de US$ 298 milhões.
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Abel Tesfaye não apenas encerrou sua trilogia musical com sucesso comercial e de crítica, como também realizou uma venda estratégica de parte de seu catálogo fonográfico, movimento que o colocou à frente de antigos recordistas e lhe garantiu uma vantagem de quase US$ 100 milhões sobre o segundo colocado.
O pódio do ano reflete não apenas cifras astronômicas, mas também uma mudança de protagonismo. Logo atrás de The Weeknd, Taylor Swift aparece com US$ 202 milhões, sustentando sua força econômica com a continuidade da The Eras Tour e acordos exclusivos de streaming.
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Em terceiro lugar, Beyoncé faturou US$ 148 milhões, resultado da bem-sucedida Cowboy Carter Tour, marco que a levou oficialmente ao seleto grupo de bilionários da música, ao lado de nomes como Rihanna e Jay-Z.
Além do domínio do pop, o ranking também expõe a força do hip-hop e a resiliência do rock clássico. Kendrick Lamar surpreendeu ao alcançar a quarta posição, impulsionado por sua apresentação histórica no Super Bowl LIX e pela turnê conjunta com SZA.
Já veteranos como Coldplay e Metallica reforçaram que a nostalgia, quando aliada a produções de grande escala, segue como um dos modelos de negócio mais lucrativos da música global.
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O relatório da Forbes aponta ainda que a principal tendência de 2025 foi a chamada “monetização inteligente de ativos”. Enquanto artistas mais jovens apostaram em turnês esgotadas, nomes consolidados transformaram seus catálogos em instrumentos financeiros de alto valor, garantindo entradas imediatas de capital e consolidando uma diferença clara entre quem apenas faz sucesso e quem administra sua carreira como uma verdadeira corporação multinacional.
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O Clube de US$ 1,9 Bilhão
Confira, na galeria a seguir, os nomes que dominam o ranking financeiro da música em 2025:
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1. The Weeknd (US$ 298 Milhões) O rei absoluto do ano. Além de dominar as paradas com o encerramento de sua trilogia visual, Abel Tesfaye capitalizou massivamente com a venda de parte de seu catálogo e a expansão de sua marca global. Foi o ano em que ele consolidou sua transição definitiva para o topo da pirâmide financeira do
entretenimento/ Reprodução Youtube/The Weeknd
2. Taylor Swift (US$ 202 Milhões) Um ano histórico para a 'Loirinha'. Em 2025, Taylor finalmente conseguiu comprar suas masters de volta, retomando o controle total de sua obra original. Além de lançar um novo álbum de estúdio e um documentário sobre os bastidores da Eras Tour, a cantora parou a internet com o anúncio de seu noivado/ Reprodução X/@taylorswift13
3. Beyoncé (US$ 148 Milhões) Em 2025, Beyoncé não apenas dominou as bilheteiras com a Cowboy Carter Tour, mas também consolidou o seu legado na maior noite da
música. Ao vencer nas categorias de Country e Melhor álbum do ano no Grammy's, ela expandiu o seu recorde como a artista mais premiada de todos os tempos/ Reprodução Youtube/Beyoncé
4. Kendrick Lamar (US$ 109 Milhões) Kendrick viveu um 'ano de vitória'. Após vencer a maior batalha do rap da década, ele paralisou o mundo com um show histórico no Super Bowl LIX. O sucesso estrondoso de seu álbum 'GNX' e a turnê mundial subsequente reafirmaram seu status como o filósofo e o maior nome do hip-hop atual/ Reprodução Youtube/Kendrick Lamar
5. Coldplay (US$ 105 Milhões) A máquina de turnês não para. Chris Martin e companhia continuaram a quebrar recordes de público com sua turnê sustentável, mantendo uma conexão emocional única com os fãs e garantindo uma das maiores bilheterias do ano através de uma experiência visual e sonora imbatível/ Reprodução X/@coldplay
6. Shakira (US$ 105 Milhões) 'Las mujeres ya no lloran, las mujeres facturan'. Shakira levou sua turnê mundial a todos os cantos, quebrando recordes de Taylor Swift em estádios latinos. Sua jornada de superação pessoal transformou-se em um espetáculo de estádio que provou que sua relevância só cresce com o tempo/ Reprodução X/@shakira
7. Drake (US$ 78 Milhões) Apesar das polêmicas, o cantor manteve sua força comercial. Através de parcerias estratégicas, streaming constante e investimentos fora dos palcos, Drake garantiu sua posição no Top 10, focando em lançamentos menores e presenças VIP de alto valor/ Reprodução Instagram/@champagnepapi
8. Chris Brown (US$ 74 Milhões) Mantendo uma base de fãs extremamente leal, Brown faturou alto com sua turnê solo e participações em festivais internacionais. Sua capacidade de gerar hits de R&B e coreografias virais continuou sendo sua principal fonte de receita em 2025/ Reprodução X/@chrisbrown
9. Zach Bryan (US$ 70 Milhões) A nova cara do country alternativo. Bryan escalou o
ranking através de uma turnê orgânica de imenso sucesso, conectando-se com o público através de composições cruas e uma presença de palco que resgata a essência da
música americana/ Reprodução Instagram/@zachlanebryan
10. Bad Bunny (US$ 66 Milhões) O artista fez história como o artista mais escutado do Spotify pelo quarto ano. Mesmo em meio a polêmicas políticas sobre o status de Porto Rico e críticas ao governo dos EUA, ele lançou o aclamado álbum Debí Tirar Más Fotos, consolidando sua posição como o maior ícone cultural da América Latina/ Reprodução Facebook/Bad Bunny
11. Post Malone (US$ 62 Milhões) Transitando com sucesso total para o Country e o Rock, Posty teve um ano de turnês lucrativas e colaborações de peso, mostrando que sua versatilidade é seu maior ativo financeiro/ Reprodução X/@PostMalone
12. Ed Sheeran (US$ 60 Milhões) O britânico voltou com tudo com o lançamento do álbum 'Play' e o início da Loop Tour. Alternando entre shows íntimos em arenas e espetáculos gigantescos, Sheeran provou que sua fórmula de composição continua sendo uma máquina de fazer
dinheiro/ Reprodução Instagram/@spotify
13. Tyler, The Creator (US$ 53 Milhões) Com o sucesso de CHROMAKOPIA e sua marca de moda GOLF le FLEUR, Tyler consolidou-se como um magnata criativo, atraindo um público fiel que consome desde seus álbuns até seus itens de luxo/ Reprodução X/@tylerthecreator
14. Metallica (US$ 53 Milhões) Os veteranos do metal provaram que a nostalgia é lucrativa. Com o prosseguimento da turnê M72, a banda manteve o faturamento alto com a venda de ingressos e um merchandising robusto, unindo gerações de 'metalheads'/ Reprodução X/@Metallica
15. Lady Gaga (US$ 52 Milhões) Gaga teve um 2025 inesquecível, marcado por seu show massivo no Rio de Janeiro, atraindo mais de 2 milhões de pessoas para a praia de Copacabana. O impacto cultural do show e o lançamento de seu álbum pop Mayhem a trouxeram de volta ao topo das discussões globais/ Reprodução X/@ladygaga
16. Billie Eilish (US$ 52 Milhões) Com uma turnê focada em sustentabilidade e o sucesso contínuo de seu último trabalho, Billie manteve-se como a voz da Geração Z, garantindo lucros massivos através de streaming e vendas de álbuns físicos/ Reprodução Youtube/Billie Eilish
17. Imagine Dragons (US$ 48 Milhões) Consolidados como gigantes dos festivais e das arenas, a banda continuou a entregar hits radiofônicos que garantem contratos publicitários e turnês globais ininterruptas/ Reprodução X/@Imaginedragons
18. Dua Lipa (US$ 44 Milhões) A estrela albanesa brilhou com a Radical Optimism Tour, incluindo passagens marcantes pelo Brasil onde homenageou a cultura local. Dua consolidou-se como a nova 'show-woman' da indústria, mesclando moda e pop de alto nível/ Reprodução X/@DUALIPA
19. Linkin Park (US$ 36 Milhões) O retorno do ano. Com o projeto 'From Zero' e uma nova formação que respeita o legado de Chester Bennington, a banda lotou estádios e provou que o rock alternativo ainda tem um poder comercial avassalador em 2025/ Reprodução X/@linkinpark
20. SZA (US$ 34 Milhões) Colhendo os frutos de sua era de ouro, SZA brilhou em turnês conjuntas (incluindo o Super Bowl com Kendrick) e manteve números de streaming que a colocam entre as maiores artistas de R&B da história moderna/ Raph_PH/Wikimedia Commons
21. Morgan Wallen (US$ 33 Milhões) Apesar das controvérsias, Wallen domina as paradas de rádio e vendas nos EUA, sendo o principal nome do country comercial atual e um titã nas vendas de ingressos em solo americano/ Reprodução Instagram/@morganwallen
22. Bruno Mars (US$ 31 Milhões) Mesmo focado em residências e shows pontuais, a presença de palco de Mars e sua capacidade de gerar
entretenimento puro garantem cachês astronômicos e parcerias globais de prestígio/ Reprodução X/@BrunoMars
23. Sabrina Carpenter (US$ 29 Milhões) A grande revelação do ano. Sabrina estourou globalmente com sua turnê esgotada, o álbum Man's Best Friend e um destaque absoluto no Grammy, onde venceu categorias principais. Ela transformou o sucesso de 'Espresso' em uma carreira de longo prazo/ Reprodução X/@SabrinaAnnLynn
24. Andrea Bocelli (US$ 25 Milhões) A prova de que a
música clássica é atemporal. Com shows em arenas ao redor do mundo e colaborações pop, o tenor italiano manteve um faturamento estável e um prestígio inigualável/ Reprodução X/@AndreaBocelli
25. Iron Maiden (US$ 25 Milhões) Fechando o
ranking, os ícones do heavy metal continuam arrastando multidões em sua turnê mundial, provando que marcas musicais fortes sobrevivem a qualquer mudança de mercado/ Divulgação Iron Maiden

