A alta nos preços das carnes tradicionais tem levado os brasileiros a repensar hábitos à mesa / Freepik
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A alta nos preços das carnes tradicionais tem levado os brasileiros a repensar hábitos à mesa. Segundo levantamento da Scanntech, o consumo de peixes no país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro de 2025, impulsionado principalmente pela inflação da carne bovina e suína.
No mesmo período, o preço da carne bovina acumulou alta próxima de 25%, enquanto a carne suína subiu 21,2%. Já os peixes tiveram reajuste bem mais contido, de apenas 2,1%, tornando-se uma alternativa mais acessível para o consumidor.
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Entre as espécies, a tilápia se destaca como a principal escolha. O peixe já responde por mais de 68% da produção nacional de peixes cultivados, que alcançou 968.745 toneladas em 2024. A facilidade de preparo, aliada ao sabor neutro e à versatilidade nas receitas, ajuda a explicar a popularidade.
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A produção também deixou de ser concentrada no litoral e avançou pelo interior do país. Estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram a criação de tilápia, refletindo o processo de interiorização da piscicultura brasileira.
Com crescimento médio anual de 10,3%, a tilápia se consolidou como o peixe mais consumido no Brasil.
Apesar do avanço, a piscicultura segue lidando com entraves estruturais, como a burocracia regulatória e a necessidade de fortalecer a cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, o setor começa a ganhar fôlego no mercado externo, com a tilápia abrindo espaço nas exportações.
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O consumo de peixes ainda tem margem para crescer no país. As regiões Centro-Oeste e Norte concentram os maiores avanços, favorecidas pela maior oferta e pela queda nos preços da tilápia, cenário que reforça o potencial de expansão do mercado.