Essa controversa marca brasileira gerou muita discussão entre os consumidores

Algumas pessoas a defendiam e gostavam muito dos seus produtos, enquanto outras detestavam e criavam vários apelidos ruins para ela

A CCE é lembrada pelas opiniões distintas sobre a sua qualidade

A CCE é lembrada pelas opiniões distintas sobre a sua qualidade | Foto de Dominykas/Pexels

Alguns gostavam de seus produtos e só compravam dela. Já outros tinham pavor e não aceitariam nem de graça. A verdade é que nenhuma marca brasileira conseguiu ser tão amada e odiada na mesma proporção igual a essa. Estamos falando da CCE.

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A Comércio de Componentes Eletrônicos (CCE) iniciou sua história em São Paulo, no ano de 1964. Pouco tempo depois da sua popularização algumas pessoas a chamavam de “Começou Comprando Errado” ou “Conserta, Conserta e Estraga”. Mas haviam, sim, os defensores da marca.

Variedade

A CCE fabricava televisores, eletroportáteis, videocassetes, toda uma linha de áudio e até computadores. Ou seja, era uma empresa que atirava para todos os lados e públicos, e que teve vendas expressivas entre os anos 80 e 90.

Inclusive, na época, era uma marca cobiçada em algumas linhas de produtos, como os videocassetes.

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Houve uma expansão, ainda, para o ramo de geladeiras, micro-ondas e até videogame (um clone do Atari). Fato era que a CCE “se jogava” mesmo e não tinha medo de errar. 

O que impressionava é que um mesmo produto da CCE proporcionava experiências incríveis para uns e terríveis para outros. Era como se os seus aparelhos tivessem vida própria e escolhessem quem sacanear ou não.

O fim

Entre uma chuva de reclamações, consumidores enfurecidos com seus produtos e outros satisfeitos, a CCE foi vendida para a Lenovo em 2012. Todavia, a Lenovo devolveu a CCE para os antigos donos em 2015, e permanece inoperante até os dias atuais.

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Independente das críticas e elogios, a CCE foi um marco na indústria brasileira em termos de tecnologia, e poderia voltar a dar as caras, não é verdade?