Peso, idade e rotina definem quanto de água faz sentido beber / Freepik
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A garrafa de dois litros virou símbolo de saúde no Brasil. Ela está na mochila, na mesa de trabalho e nas redes sociais. Mas, por trás desse hábito popular, existe uma pergunta pouco feita: será que essa medida serve para todo mundo?
Especialistas explicam que a hidratação ideal depende de fatores individuais e que seguir um número fixo pode levar tanto à falta quanto ao excesso de água.
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Entender como o corpo calcula essa necessidade ajuda a criar um hábito mais consciente e alinhado com a saúde, sem seguir regras genéricas.
Os dois litros funcionam como referência, mas não levam em conta características pessoais. Para uma estimativa mais fiel, o cálculo considera o peso corporal e a faixa etária.
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De forma geral, a recomendação segue os parâmetros da galeria abaixo:
Na prática, um adulto de 40 anos com 80 kg multiplica 80 por 35 ml. O resultado é 2.800 ml por dia, quase 3 litros, acima do valor mais difundido.
Veja também: Cidade vira 'refém' da Coca-Cola: falta d'água faz população beber 2 litros por dia.
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A rotina influencia diretamente o consumo ideal de água. Atividades físicas elevam a perda de líquidos, principalmente quando há suor intenso.
Nessas situações, recomenda-se acrescentar de 500 ml a 1 litro de água por hora de exercício, garantindo reposição adequada.
O ambiente também pesa. Temperaturas altas exigem mais hidratação, já que o corpo usa a água para regular o calor interno.
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Muitas pessoas só bebem água quando sentem sede, mas esse sinal indica que o organismo já começou a sofrer com a falta de líquidos.
Urina escura e boca seca são alertas comuns de que a hidratação está abaixo do ideal.
Manter o consumo adequado ajuda na digestão, no funcionamento do intestino, na prevenção de pedras nos rins e na saúde da pele.
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Veja também: O que significa sentir muita vontade de beber muito leite, segundo a ciência.
Beber água em excesso também traz riscos. Pessoas com problemas renais ou cardíacos precisam de cuidado, pois o corpo não elimina o excesso com facilidade.
Ingerir grandes volumes em pouco tempo pode causar desequilíbrio de eletrólitos, levando a sintomas como náuseas, dor de cabeça e confusão mental.
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Por isso, ajustar a quantidade ao perfil individual é mais seguro do que seguir modismos.
Deixar uma garrafa sempre visível ajuda a distribuir o consumo ao longo do dia, sem exageros.
Registrar a quantidade ingerida também contribui para perceber falhas e ajustar o hábito.
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Quem não gosta de água pura pode apostar em versões aromatizadas, que facilitam a hidratação, especialmente nos dias mais quentes.