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Espécie invasora de rápido crescimento ameaça colheitas em São Paulo

Especialistas alertam que a infestação pode gerar prejuízos significativos se não houver controle rápido

Agência Diário

Publicado em 03/03/2026 às 13:22

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Até então, registros da planta no Brasil se restringiam aos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, desde 2015 / Krzysztof Ziarnek, Kenraiz/Wikimedia Commons

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Produtores de soja de São José do Rio Preto enfrentam um desafio sem precedentes no estado. 
Pela primeira vez, o caruru-gigante, Amaranthus palmeri, foi identificado em solo paulista, despertando preocupação por seu crescimento acelerado e resistência a herbicidas. 

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A descoberta levou as autoridades agrícolas a isolar a área afetada e mobilizar equipes de fiscalização, com o objetivo de impedir que a planta se espalhe para outras propriedades. 

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Especialistas alertam que a infestação pode comprometer significativamente a produção de soja e milho, caso medidas rápidas e coordenadas não sejam adotadas.

Crescimento rápido e alto potencial de propagação

O caruru-gigante se destaca pelo desenvolvimento veloz e pela capacidade de produzir milhares de sementes em pouco tempo. 

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Essa combinação torna a espécie especialmente perigosa para as lavouras, aumentando o risco de infestações em grande escala. 

Técnicos indicam que a retirada manual das plantas, seguida da destruição das sementes, é atualmente a estratégia mais segura de controle, já que o uso de herbicidas apresenta eficácia limitada diante da resistência da planta. 

A rapidez do crescimento, que pode ultrapassar vários centímetros por dia, reforça a necessidade de ação imediata para proteger as áreas cultivadas.

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Possível chegada acidental

Investigações preliminares sugerem que a espécie tenha sido introduzida na região de forma involuntária, possivelmente por sementes transportadas em veículos ou equipamentos agrícolas. 

Até então, registros da planta no Brasil se restringiam aos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, desde 2015. 

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No cenário internacional, o caruru-gigante é considerado uma das plantas invasoras mais problemáticas, reconhecida pela dificuldade de manejo e pelo impacto negativo nas colheitas, especialmente em regiões agrícolas intensivas.

Estratégias de fiscalização

Para reduzir o risco de disseminação, propriedades situadas em um raio de 10 quilômetros do foco inicial estão sendo inspecionadas, com o apoio de órgãos de fiscalização e técnicos especializados. 

Produtores foram orientados a relatar qualquer sinal da planta, limitar o acesso de pessoas e veículos às áreas afetadas e higienizar máquinas e implementos agrícolas. 

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A cooperação entre agricultores e autoridades é considerada essencial para conter a propagação da espécie e preservar a produtividade das lavouras do estado, evitando prejuízos de larga escala para o setor agrícola.

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