Até então, registros da planta no Brasil se restringiam aos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, desde 2015 / Krzysztof Ziarnek, Kenraiz/Wikimedia Commons
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Produtores de soja de São José do Rio Preto enfrentam um desafio sem precedentes no estado.Â
Pela primeira vez, o caruru-gigante, Amaranthus palmeri, foi identificado em solo paulista, despertando preocupação por seu crescimento acelerado e resistência a herbicidas.Â
A descoberta levou as autoridades agrÃcolas a isolar a área afetada e mobilizar equipes de fiscalização, com o objetivo de impedir que a planta se espalhe para outras propriedades.Â
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Especialistas alertam que a infestação pode comprometer significativamente a produção de soja e milho, caso medidas rápidas e coordenadas não sejam adotadas.
O caruru-gigante se destaca pelo desenvolvimento veloz e pela capacidade de produzir milhares de sementes em pouco tempo.Â
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Essa combinação torna a espécie especialmente perigosa para as lavouras, aumentando o risco de infestações em grande escala.Â
Técnicos indicam que a retirada manual das plantas, seguida da destruição das sementes, é atualmente a estratégia mais segura de controle, já que o uso de herbicidas apresenta eficácia limitada diante da resistência da planta.Â
A rapidez do crescimento, que pode ultrapassar vários centÃmetros por dia, reforça a necessidade de ação imediata para proteger as áreas cultivadas.
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Veja mais: Já viu se tem no quintal? A planta 'confundida com mato' que é uma mina de proteÃnas.
Investigações preliminares sugerem que a espécie tenha sido introduzida na região de forma involuntária, possivelmente por sementes transportadas em veÃculos ou equipamentos agrÃcolas.Â
Até então, registros da planta no Brasil se restringiam aos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, desde 2015.Â
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No cenário internacional, o caruru-gigante é considerado uma das plantas invasoras mais problemáticas, reconhecida pela dificuldade de manejo e pelo impacto negativo nas colheitas, especialmente em regiões agrÃcolas intensivas.
Para reduzir o risco de disseminação, propriedades situadas em um raio de 10 quilômetros do foco inicial estão sendo inspecionadas, com o apoio de órgãos de fiscalização e técnicos especializados.Â
Produtores foram orientados a relatar qualquer sinal da planta, limitar o acesso de pessoas e veÃculos à s áreas afetadas e higienizar máquinas e implementos agrÃcolas.Â
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A cooperação entre agricultores e autoridades é considerada essencial para conter a propagação da espécie e preservar a produtividade das lavouras do estado, evitando prejuÃzos de larga escala para o setor agrÃcola.