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Espécie exótica se espalha rapidamente e coloca biodiversidade em risco no Sul do Brasil

Pinheiro exótico compromete a biodiversidade da Mata Atlântica e mobiliza comunidades tradicionais em Santa Catarina

Agência Diário

Publicado em 09/03/2026 às 20:43

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O pinheiro exótico promove a acidificação do solo, criando um ambiente extremamente hostil para as plantas brasileiras / Freepik

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Uma ameaça verde e silenciosa avança rapidamente pelas paisagens da região Sul do Brasil, preocupando especialistas e moradores.

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Embora o pinus possua um valor comercial relevante, ambientalistas e órgãos de fiscalização alertam que ele se tornou um problema grave para o ecossistema local.

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Esta espécie exótica consegue se multiplicar de forma descontrolada, especialmente em áreas sensíveis de Mata Atlântica.

Consequentemente, a presença desse pinheiro altera profundamente a composição natural do solo e sufoca o crescimento da vegetação nativa.

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O impacto é tão severo que comunidades tradicionais acenderam o alerta máximo sobre os perigos para a fauna e a flora.

Atualmente, uma operação tenta reverter esse cenário em unidades de conservação importantes, como o Parque Estadual do Rio Vermelho.

O impacto no solo catarinense

Estudiosos explicam que o pinheiro exótico promove a acidificação do solo, criando um ambiente extremamente hostil para as plantas brasileiras.

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Além disso, a espécie impede que novos arbustos surjam, o que restringe drasticamente a biodiversidade da região. Esse fenômeno prejudica o equilíbrio natural, alterando o ciclo de vida de fauna e flora do ambiente.

Além disso, o avanço desordenado do pinus eleva os riscos de incêndios florestais e altera o regime hídrico das bacias locais.

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Portanto, a retirada dessas árvores é fundamental para garantir a segurança das reservas naturais e a saúde das águas.

O conflito por trás da preservação

A área afetada em Florianópolis possui mais de 960 hectares e é uma das maiores unidades de conservação da capital catarinense.

Dentro desse território, a população e as autoridades lutam para recuperar o espaço que o pinus tomou, estimado em cerca de 30% da área tradicional.

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Desde 2022, a região tem o reconhecimento oficial como território de comunidades quilombolas.

Segundo o site TNH1, a Justiça Federal determinou que o governo estadual garanta o uso pleno do território para essa população tradicional.

Embora o Estado tema pela função ambiental do parque, a Justiça acredita que a gestão comunitária pode caminhar junto com a preservação.

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Sendo assim, a retirada gradual do pinus permitirá o replantio de espécies nativas, unindo saberes técnicos e originários.
 

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