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Vindo das águas quentes do Indo-Pacífico, o invasor já foi visto no Ceará, Fernando de Noronha e, recentemente, no Rio de Janeiro
O peixe-leão já representa um perigo nas praias do litoral brasileiro e muitos nem sabem disso / Foto ilustrativa/Gemini
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O litoral brasileiro enfrenta um novo e silencioso inimigo que tem colocado especialistas em alerta máximo: o peixe-leão (Pterois volitans). Originário das águas quentes do Indo-Pacífico, esse invasor exótico começou a ser avistado com frequência assustadora em locais como Fernando de Noronha e na costa do Ceará, mas relatos recentes mostram que ele já está descendo em direção ao Sudeste, alcançando o Rio de Janeiro.
O que torna essa notícia urgente para banhistas e mergulhadores não é apenas a sua presença, mas o perigo real escondido em seus dezoito espinhos venenosos, capazes de causar dores excruciantes, náuseas e até paralisia em humanos.
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Diferente das espécies nativas, o peixe-leão não possui predadores naturais no Brasil, o que o torna uma verdadeira "máquina de destruição" para a biodiversidade marinha.
Ele é um caçador voraz que consome peixes jovens e crustáceos em uma velocidade impressionante, ameaçando o equilíbrio dos recifes de corais e a subsistência de comunidades pesqueiras locais.
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Sua capacidade de reprodução é outro fator que assusta, já que uma única fêmea pode liberar milhares de ovos a cada poucos dias, facilitando uma colonização que parece quase impossível de frear apenas com intervenção humana.
Para quem frequenta o litoral, a recomendação das autoridades ambientais é clara: ao avistar um peixe-leão, jamais tente tocá-lo ou capturá-lo sem o equipamento adequado. Caso ocorra um acidente com os espinhos, a orientação imediata é imergir a área afetada em água quente — o máximo suportável sem causar queimaduras — já que o calor ajuda a desnaturalizar a toxina, e procurar atendimento médico urgente.
O monitoramento constante agora faz parte da rotina de biólogos que tentam mapear o avanço desse invasor para proteger o que resta da fauna marinha original do país.
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Fontes da informação: ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade); Sisfaumar (Sistema de Informação sobre a Fauna Marinha) e IBAMA.