Flores ornamentais populares em jardins exigem cada vez mais cuidados e água, o que tem levado especialistas a repensar seu uso diante das mudanças climáticas / wirestock/Freepik
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Clássicas, exuberantes e populares, as hortênsias sempre foram presença garantida em jardins e varandas. No entanto, nos últimos anos, profissionais da jardinagem têm feito um alerta: talvez seja hora de repensar o plantio dessas flores tão tradicionais.
Conhecidas cientificamente como Hydrangea, as hortênsias chamam atenção pelos grandes buquês florais e pela variedade de cores, que vai do branco e rosa ao azul e lilás. Originárias da Ásia e das Américas, elas se consolidaram ao longo de décadas como símbolo de elegância paisagística, graças à floração abundante que se estende da primavera até o fim do verão.
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Ainda assim, o cenário mudou. De acordo com especialistas, manter hortênsias bonitas e saudáveis tem se tornado uma tarefa cada vez mais complexa. Uma reportagem da revista El Mueble aponta que a sensibilidade da planta às variações climáticas, a necessidade de regas frequentes e os cuidados constantes exigidos estão entre os principais motivos para a recomendação de cautela.
Para se desenvolverem bem, as hortênsias precisam de condições bastante específicas: solo rico em nutrientes e bem drenado, irrigação regular, proteção contra sol intenso e temperaturas extremas, além do controle do pH, essencial para manter o tom azulado de algumas variedades. Com o avanço das mudanças climáticas, essas exigências se tornaram ainda mais difíceis de atender.
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Verões mais longos, ondas de calor intensas e períodos de seca cada vez mais frequentes impactam diretamente a floração dessas plantas, elevando os custos e o trabalho de manutenção. O resultado são jardins que demandam mais água, tempo e recursos para manter o mesmo efeito ornamental de antes.
Outro ponto levantado por especialistas é o baixo valor ecológico das hortênsias. Segundo o guia de plantas Gardenia, elas não costumam atrair polinizadores e são vulneráveis a pragas e fungos, o que aumenta o risco de doenças. Folhas murchas, flores pequenas ou escassas, caules frágeis e manchas causadas por fungos são sinais comuns de estresse.
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Diante desse cenário, a recomendação é investir em espécies mais adaptáveis e que consumam menos água, sem abrir mão da beleza. Além de exigirem menos manutenção, essas plantas ajudam a fortalecer a biodiversidade do jardim, atraindo insetos e aves:
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Para quem não abre mão das hortênsias, a orientação é escolher variedades mais resistentes, como Hydrangea paniculata e Hydrangea arborescens. Essas espécies toleram melhor o sol e o calor, além de se adaptarem a diferentes tipos de solo.
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Com menor dependência de umidade constante, elas conseguem manter um crescimento saudável e floração regular mesmo em verões mais secos ou com regas espaçadas. A combinação de resistência climática e menor exigência hídrica reduz significativamente os cuidados necessários, uma vantagem em tempos de clima cada vez mais imprevisível.