Esculturas na orla de bela cidade brasileira atraem turistas e carregam mistérios

Elas são o cartão postal do município, mas sua história é regada de enigmas e versões diferentes

Essas são as esculturas mais misteriosas do litoral de SP

Essas são as esculturas mais misteriosas do litoral de SP | Nair Bueno/Diário do Litoral

Provavelmente o mais lembrado cartão postal da cidade de Santos, os “leões” (um deles, na verdade, não é um leão) da Orla da Praia são quase que uma parada obrigatória para turistas e munícipes. Porém, a história deles, por muitos anos, foi cercada de mistérios.

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Ano de 1940

A primeira escultura, que de fato representa um leão, foi construída em meados de 1940. Toda em concreto e pintada de branco, ela foi entregue no dia 10 de outubro e foi encomendada pela Prefeitura de Santos.

O leão é uma obra do artista Sigismundo Fernandes – que foi presidente do Centro Español e Repatriação de Santos – e pela empresa Labor, que pertencia a ele.

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Ele foi criado como se estivesse caminhando, com a boca aberta simulando um rugido.

O animal está em uma área retangular do calçadão da orla, especialmente calçado com um mosaico de bloquinhos de pedra, como os que eram usados originalmente nos jardins da praia.

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A ideia da Prefeitura, naquele tempo, era ornamentar a primeira etapa da montagem dos jardins. Inclusive, esta é a única informação oficial nos registros da Fundação Arquivo e Memória de Santos.

Um motivo concreto sobre a escolha do animal, não há, mas alguns moradores dizem que ele seria o “guardião” da praia. Se sim ou se não, nunca (talvez) saberemos.

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Leoa?

A “leoa”, na verdade, foi um trabalho dos alunos das oficinas de escultura do Instituto Escolástica Rosa. Na escultura, o felino está sentado sobre um pequeno pedestal, próximo ao leão.

Porém, na verdade, por muitos anos especulou-se que a escultura seria de um jaguar ou de uma onça-pintada. Além disso, não há registro sobre quem fez a peça e nem de como ela foi parar no jardim da Orla de Santos.

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No ano de 2008, o veterinário Eduardo Filetti analisou a escultura da “leoa” e concluiu que trata-se mesmo de um jaguar. A conclusão se deu em razão do tamanho da cauda.

A cauda de uma leoa tem, em média, de 30 a 50 centímetros, enquanto a do jaguar é maior. A escultura que fica na praia de Santos tem a cauda 1,20 metro, portanto, é um jaguar.

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Apesar de populares, as esculturas não têm valor artístico, pois não foram entalhadas em pedra. São de cimento, aplicado em um molde.

*Com informações da Novo Milênio