Esculturas de ‘leões’ na orla de Santos escondem curiosa história; entenda

As famosas esculturas na praia de Santos foram feitas em concreto e guardam polêmicas sobre sua origem e identidade

O leão é uma obra do artista Sigismundo Fernandes

O leão é uma obra do artista Sigismundo Fernandes | Divulgação/PMS

Tudo começou em 1940, quando a Prefeitura de Santos encomendou a primeira escultura que representava um leão. Construída em concreto e pintada de branco, a obra foi entregue em 10 de outubro daquele ano.

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O responsável pela criação foi o artista Sigismundo Fernandes, também presidente do Centro Español e Repatriação de Santos, em parceria com sua empresa, a Labor.

O leão foi esculpido em postura dinâmica, como se estivesse caminhando e rugindo. Ele foi instalado em uma área retangular no calçadão da orla, que recebeu um mosaico de bloquinhos de pedra semelhante aos usados nos primeiros jardins da praia.

A iniciativa da Prefeitura fazia parte do projeto de ornamentação da primeira fase dos jardins, conforme registros da Fundação Arquivo e Memória de Santos.

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Contudo, a história fica ainda mais interessante com a segunda escultura, popularmente conhecida como “leoa”. Ao contrário do que muitos pensam, a figura não retrata uma leoa. Criada por alunos das oficinas de escultura do Instituto Escolástica Rosa, a obra mostra um felino sentado sobre um pequeno pedestal, próximo ao leão.

Durante décadas, especulações surgiram sobre a real identidade da figura, levantando hipóteses de que se tratasse de um jaguar ou uma onça-pintada.

Sem registros oficiais de autoria ou da instalação, o mistério só foi esclarecido em 2008, quando o veterinário Eduardo Filetti analisou a escultura. Baseando-se principalmente no tamanho da cauda — 1,20 metro, muito maior do que a média de uma leoa —, ele confirmou: trata-se de um jaguar.

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Apesar da popularidade, ambas as esculturas não são consideradas obras de grande valor artístico, já que foram feitas em cimento moldado, e não entalhadas em pedra.