A placa Mercosul eliminou o nome do município e a sigla do estado para priorizar a mobilidade entre os países do bloco / Governo Federal/Reprodução
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Durante décadas, bastava um olhar rápido para o para-choque de um carro para saber se o motorista era um "turista" ou um vizinho de bairro. Com a implementação obrigatória da placa Mercosul em 2020, essa leitura social imediata acabou.
O que muitos motoristas ainda não perceberam é que o fim do nome da cidade na chapa não foi um retrocesso, mas uma transição estratégica para a vigilância digital invisível.
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A placa Mercosul eliminou o nome do município e a sigla do estado para priorizar a mobilidade entre os países do bloco. Se antes a origem do veículo era uma informação pública e impressa em metal, hoje ela se tornou um dado criptografado.
Identificação Oculta: Onde antes líamos nomes de cidades, agora existe um QR Code e uma combinação alfanumérica (quatro letras e três números) que impede a leitura por leigos, mas escancara os dados para as autoridades.
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Segurança contra a "clonagem": A gravação em baixo-relevo e a tecnologia do código digital tornaram a adulteração manual, prática comum no modelo antigo, praticamente impossível de sustentar em uma blitz.
Dica do editor: Nova lei pode mudar placas Mercosul e regras já podem começar a valer em 2026.
Embora o visual tenha ficado "anônimo" para quem olha da calçada, a procedência do veículo continua acessível, porém mudou de plataforma. O controle migrou da visão humana para o processamento de dados:
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Sinesp Cidadão: O aplicativo oficial transformou qualquer smartphone em um terminal de consulta. Com o login do portal Gov.br, é possível descobrir a origem de qualquer carro em segundos.
Integração Regional: A lógica mudou para facilitar a circulação internacional, permitindo que um carro de São Paulo ou de Buenos Aires seja identificado pelo mesmo sistema de segurança.
A mudança forçou as forças policiais a abandonarem a dependência da leitura visual. Hoje, câmeras inteligentes de monitoramento (OCR) espalhadas por rodovias e cidades leem os sete caracteres e cruzam instantaneamente com o banco de dados nacional.
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O "anonimato" da placa Mercosul é apenas aparente: para o sistema, o carro nunca esteve tão exposto e rastreável.