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É mito que St. Patrick expulsou as cobras da Irlanda: Entenda o que realmente aconteceu

O Saint Patrick's day (Dia de São Patrício, em português) honra o santo padroeiro irlandês por, supostamente, ter se "livrado" das cobras no território. No entanto, a realidade é diferente do que a lenda diz

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 06/03/2026 às 16:47

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Segundo a tradição ligada a São Patrício, o santo teria expulsado todas as cobras da Irlanda após ser atacado por répteis durante um jejum de 40 dias no topo de uma colina / Wikimedia Commons/Rodhullandemu

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Comemorado mundialmente em 17 de março, o St. Patrick's Day (Dia de São Patrício, em português) é um feriado de origem irlandesa amplamente celebrado em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e até no Brasil. A data homenageia São Patrício, o missionário cristão que, segundo a tradição local, teria expulsado as cobras da Irlanda no século 5 d.C.

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Diz o mito que o santo perseguiu os répteis após ser atacado por eles, saindo vitorioso durante um jejum de 40 dias realizado no topo de uma colina. No entanto, especialistas relatam que a história, além de inacreditável aos ouvidos, é cientificamente impossível. Isso porque, durante um processo de vasculhação de fósseis e registros de animais no território, não foi possível encontrar nenhuma evidência de cobras na Irlanda.

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Segundo a tradição ligada a São Patrício, o santo teria expulsado todas as cobras da Irlanda após ser atacado por répteis durante um jejum de 40 dias no topo de uma colina. Wikimedia Commons/Rodhullandemu
Segundo a tradição ligada a São Patrício, o santo teria expulsado todas as cobras da Irlanda após ser atacado por répteis durante um jejum de 40 dias no topo de uma colina. Wikimedia Commons/Rodhullandemu
Antes da formação da barreira marítima, alguns mamíferos conseguiram chegar à Irlanda, como ursos marrons, javalis e linces, espécies que habitaram a ilha no passado. Unsplash/Aldo De La Paz
Antes da formação da barreira marítima, alguns mamíferos conseguiram chegar à Irlanda, como ursos marrons, javalis e linces, espécies que habitaram a ilha no passado. Unsplash/Aldo De La Paz
Durante a última Era Glacial, o clima extremamente frio da Ilha da Irlanda teria impossibilitado a sobrevivência e a chegada de cobras e outros répteis ao território. Unsplash/Henrique Craveiro
Durante a última Era Glacial, o clima extremamente frio da Ilha da Irlanda teria impossibilitado a sobrevivência e a chegada de cobras e outros répteis ao território. Unsplash/Henrique Craveiro
Apesar da tradição, cientistas afirmam que não há registros fósseis ou históricos que comprovem a existência de cobras na Irlanda. Unsplash/Jason Murphy
Apesar da tradição, cientistas afirmam que não há registros fósseis ou históricos que comprovem a existência de cobras na Irlanda. Unsplash/Jason Murphy
Pesquisas científicas indicam que nunca existiram cobras na Irlanda, tornando a famosa narrativa associada a St. Patrick's Day apenas um mito popular. Wikimedia Commons/David Purchase
Pesquisas científicas indicam que nunca existiram cobras na Irlanda, tornando a famosa narrativa associada a St. Patrick's Day apenas um mito popular. Wikimedia Commons/David Purchase

O que realmente aconteceu?

Provavelmente, as cobras nunca chegaram na Irlanda. A maioria dos cientistas aponta que a Era Glacial mais recente, terminada há cerca de 10 mil anos, manteve a ilha fria demais para conseguir manter os répteis.

Após esse período, o aumento do nível do mar criou uma barreira natural, impedindo que esses animais colonizassem a "Ilha Esmeralda". A região, também conhecida como Ilha da Irlanda, é o terceiro maior arquipélago da Europa.

De acordo com profissionais, os únicos animais que chegaram ao país, antes que o mar se tornasse uma espécie de "barreira", incluíam ursos marrons, javalis e linces (uma espécie conhecida como "lobo-gato").

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Além das cobras, outros répteis não foram capazes de alcançar o local extremamente frio, como os lagartos comuns e os vivíparos.

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*O texto contém informações dos portais National Geographic e Wikipédia

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