Março é o mês da mulher, dedicado a celebrar a trajetória, a dignidade e a força feminina. No entanto, o período ainda é marcado pela luta constante pelo respeito e pelo direito à vida. De acordo com levantamentos da SSP-SP, os casos de feminicídio em janeiro tiveram uma alta significativa: enquanto em 2025 foram 22 registros, em 2026 o número saltou para 27.
Neste sábado (07), véspera do Dia da Mulher, um homem foi detido em Praia Grande após matar a companheira a tiros no bairro Vila Sônia. Outro crime, ocorrido no mesmo município, envolveu o assassinato de uma mulher pelo ex-namorado, que atacou a vítima por não aceitar a separação.
Os números, além de preocupantes, refletem uma realidade enfrentada diariamente por milhares de mulheres, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Identificar potenciais sinais de violência e realizar denúncias são fatores essenciais para evitar danos à integridade feminina, seja ela física ou verbal.
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O conceito de feminicídio
De acordo com o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, elaborado pelo Ministério da Mulher, o termo se refere às diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, consideradas o ponto mais extremo de violência contra o público feminino.
Adicionalmente, o artigo cita características que podem impactar nos aspectos violentos, incluindo cor, etnia, identidade de gênero, sexualidade, deficiências, entre outros. Também é destacado que os abusos podem ocorrer em qualquer ciclo da vida, sejam com jovens, adultas ou idosas. Para mais informações, acesse o PDF completo clicando aqui.
Tipos de violência
Além da contextualização, o Ministério da Mulher divide a violência contra a mulher em certas categorias. Esses grupos podem ter origem complexa e extensa, abrangendo:
- Assédio moral ou sexual;
- Cárcere privado (crime de privar alguém de sua liberdade de locomoção);
- Ameaças;
- Violência física, patrimonial, moral e psicológica;
- Desaparecimentos;
- Exploração sexual de menores de idade;
- Tráficos de mulheres;
- Prostituição forçada;
- Homicídios;
- Suicídios;
- Violência obstétrica (durante a gestação).
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A organização também aponta quatro níveis de fatores que contribuem para esses crimes:
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Nível individual: Histórico pessoal (maus-tratos na infância) e abuso de substâncias.
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Nível relacional: Influência de parceiros, amigos ou familiares que reforçam comportamentos violentos.
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Nível comunitário: Ambientes (escolas, trabalho, lazer) que reproduzem o domínio masculino.
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Nível social: Normas e estruturas institucionais que aceitam ou negligenciam a violência.
Possíveis sinais agressivos
Segundo a Defensoria Pública da União (DPU), é muito frequente que o parceiro romântico mostre indícios violentos antes da realização de um crime. Confira a lista logo abaixo:
- Empurrões na mulher;
- Apertos mais fortes no braço ou puxões de cabelo;
- Falas que indicam “posse” (Ex.: “Se você não for minha, não será de mais ninguém”);
- Gritos, piadas, socos na parede, ameaças e/ou ciúmes excessivos.
Caso algum destes sinais seja percebido, fique atenta e não se cale! Ligue para 180 (Central de Atendimento à Mulher), 197 (Polícia Militar) ou 190 (Polícia Civil) para realizar qualquer tipo de denúncia.
Números para denúncia de crimes contra a mulher estão disponíveis em todo o estado de São Paulo. Reprodução/Alesp*O texto contém informações dos portais R7, CNN Brasil, SSP-SP, Gov.br e DPU
