Dois feminicídios são registrados na Baixada Santista no Dia da Mulher: saiba como se proteger

Segundo dados da SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o número de feminicídios em janeiro no estado subiu de 22, em 2025, para 27, em 2026; um aumento de cerca de 22,7%.

O feminicídio é considerado a forma mais extrema de violência contra a mulher, geralmente precedido por ciclos de abuso físico, psicológico ou moral

O feminicídio é considerado a forma mais extrema de violência contra a mulher, geralmente precedido por ciclos de abuso físico, psicológico ou moral | Unsplash/Sacha Verheij

Março é o mês da mulher, dedicado a celebrar a trajetória, a dignidade e a força feminina. No entanto, o período ainda é marcado pela luta constante pelo respeito e pelo direito à vida. De acordo com levantamentos da SSP-SP, os casos de feminicídio em janeiro tiveram uma alta significativa: enquanto em 2025 foram 22 registros, em 2026 o número saltou para 27.

Neste sábado (07), véspera do Dia da Mulher, um homem foi detido em Praia Grande após matar a companheira a tiros no bairro Vila Sônia. Outro crime, ocorrido no mesmo município, envolveu o assassinato de uma mulher pelo ex-namorado, que atacou a vítima por não aceitar a separação.

Os números, além de preocupantes, refletem uma realidade enfrentada diariamente por milhares de mulheres, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Identificar potenciais sinais de violência e realizar denúncias são fatores essenciais para evitar danos à integridade feminina, seja ela física ou verbal.

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O conceito de feminicídio

De acordo com o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, elaborado pelo Ministério da Mulher, o termo se refere às diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, consideradas o ponto mais extremo de violência contra o público feminino.

Adicionalmente, o artigo cita características que podem impactar nos aspectos violentos, incluindo cor, etnia, identidade de gênero, sexualidade, deficiências, entre outros. Também é destacado que os abusos podem ocorrer em qualquer ciclo da vida, sejam com jovens, adultas ou idosas. Para mais informações, acesse o PDF completo clicando aqui.

Tipos de violência

Além da contextualização, o Ministério da Mulher divide a violência contra a mulher em certas categorias. Esses grupos podem ter origem complexa e extensa, abrangendo:

  • Assédio moral ou sexual;
  • Cárcere privado (crime de privar alguém de sua liberdade de locomoção);
  • Ameaças;
  • Violência física, patrimonial, moral e psicológica;
  • Desaparecimentos;
  • Exploração sexual de menores de idade;
  • Tráficos de mulheres;
  • Prostituição forçada;
  • Homicídios;
  • Suicídios;
  • Violência obstétrica (durante a gestação).

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A organização também aponta quatro níveis de fatores que contribuem para esses crimes:

  1. Nível individual: Histórico pessoal (maus-tratos na infância) e abuso de substâncias.

  2. Nível relacional: Influência de parceiros, amigos ou familiares que reforçam comportamentos violentos.

  3. Nível comunitário: Ambientes (escolas, trabalho, lazer) que reproduzem o domínio masculino.

  4. Nível social: Normas e estruturas institucionais que aceitam ou negligenciam a violência.

Possíveis sinais agressivos

Segundo a Defensoria Pública da União (DPU), é muito frequente que o parceiro romântico mostre indícios violentos antes da realização de um crime. Confira a lista logo abaixo:

  • Empurrões na mulher;
  • Apertos mais fortes no braço ou puxões de cabelo;
  • Falas que indicam “posse” (Ex.: “Se você não for minha, não será de mais ninguém”);
  • Gritos, piadas, socos na parede, ameaças e/ou ciúmes excessivos.

Caso algum destes sinais seja percebido, fique atenta e não se cale! Ligue para 180 (Central de Atendimento à Mulher), 197 (Polícia Militar) ou 190 (Polícia Civil) para realizar qualquer tipo de denúncia.

Números para denúncia de crimes contra a mulher estão disponíveis em todo o estado de São Paulo. Reprodução/Alesp

*O texto contém informações dos portais R7, CNN Brasil, SSP-SP, Gov.br e DPU