Há mais de duzentos anos, uma infecção bacteriana grave era frequentemente associada a forças sobrenaturais. / Pixabay
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Há mais de duzentos anos, uma infecção bacteriana grave era frequentemente associada a forças sobrenaturais. Pessoas com sintomas de tétano eram vistas como amaldiçoadas ou possuídas, já que apresentavam contrações intensas, rigidez muscular e dificuldade para abrir a boca, o que parecia algo inexplicável para a época.
Sem conhecimento sobre microrganismos ou microscópios, era comum recorrer a explicações religiosas para entender quadros tão assustadores.
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Hoje se sabe que o tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, presente no solo, na poeira, em fezes de animais e até em objetos enferrujados. Ela entra no organismo por cortes profundos ou feridas contaminadas e libera uma toxina que ataca o sistema nervoso.
Essa substância impede que os músculos relaxem, provocando espasmos dolorosos e rigidez. Nos casos mais graves, ocorre o opistótonos, quando o corpo se curva para trás devido às contrações intensas.
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O primeiro sinal costuma ser a rigidez da mandíbula, conhecida como “lockjaw”. Em seguida, surgem espasmos no pescoço, tronco e costas, além de dificuldade para engolir e respirar. Febre, suor excessivo e aceleração dos batimentos também podem aparecer. Sem tratamento, o risco de morte é elevado.
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Apesar do histórico assustador, o tétano é totalmente prevenível. A vacinação, iniciada na infância e reforçada ao longo da vida, é a principal forma de proteção.
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Em caso de ferimentos profundos ou sujos, a recomendação é limpar bem a área e buscar atendimento médico para avaliar a necessidade de reforço da vacina ou aplicação de imunoglobulina.