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Do brincar sem limites ao deslizar na tela: o dilema central de Toy Story 5

Novo capítulo da história coloca os brinquedos frente a frente com uma infância transformada por telas

Matheus Sarro

Publicado em 16/04/2026 às 13:15

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O novo filme na franquia Toy Story, sendo este o quinto, além de dar continuidade à história de Woody e seus amigos, mas também abordará a relação entre a infância e a tecnologia / Reprodução / Pixar

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O novo filme na franquia Toy Story, sendo este o quinto, além de dar continuidade à história de Woody e seus amigos, mas também abordará a relação entre a infância e a tecnologia.

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Divulgado pelo próprio diretor do filme, Andrew Stanton, o conflito geral do filme irá girar em torno do Lilypad, um tablet infantil movido por inteligência artificial que quebra a dinâmica entre os brinquedos e Bonnie.

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Que papel o Lilypad irá desempenhar?

O tablet está longe de cumprir o papel tradicional como vilão. Segundo Stanton, o personagem irá se comportar com “boas intenções”, mas entrará em conflito com o elenco principal visando substituir os brinquedos tradicionais.

O Lilypad, apresentado como um dispositivo que funciona como um assistente parental, introduz uma dinâmica desigual com os brinquedos. Ao contrário dos outros, disputam pela atenção da criança, a tecnologia simplesmente assume esse controle sem entrar na rivalidade.

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O personagem Lilypad entra em conflito com os brinquedos principais por interferir a rotina de Bonnie, os substituindoO personagem Lilypad entra em conflito com os brinquedos principais por interferir a rotina de Bonnie, os substituindo / Reprodução / Pixar

Para o diretor, isso segue uma observação direta de nossa realidade. Segundo ele: “Quando a tecnologia entra em cena, ela vence. Isso acontece com adultos e crianças. Ela simplesmente vence”.

Nesse sentido, o filme não busca suavizar a abordagem, mas sim provocar uma reflexão de como a tecnologia transformou o tempo de brincar das crianças atualmente.

A jornada do novo filme

O retorno dos amados personagens acontece em um cenário diferente dos anteriores, no qual a imaginação compete com estímulos digitais cada vez mais frequentes e abundantes.

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Nessa narrativa, Woody enfrentará com seus amigos um ambiente onde já não possuem o mesmo espaço de anteriormente.

“Crianças e adultos têm mais capacidade de escolha do que provavelmente exercem”, sugere o cineasta, evitando cair em uma visão pessimista sobre o filme.

Nessa perspectiva, o filme visa gerar uma experiência que convide os espectadores a repensar o valor das brincadeiras, da criatividade e das histórias vividas fora das telas.

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Com estréia prevista para o dia 18 de junho, Toy Story 5 promete ser um filme que, além de se aprofundar mais no universo dos brinquedos falantes, promete uma reflexão direta sobre os hábitos culturais abraçados pelas gerações atuais.

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