Brasil aparece na lista do New York Times entre os lugares para visitar em 2026 / Vinicius Depizzol/Wikimedia Commons
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O The New York Times divulgou nesta terça-feira (6) seu tradicional ranking de “52 lugares para conhecer em 2026” e trouxe uma surpresa com sotaque mineiro. Na 24ª posição aparece o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), recolocando o Brasil na lista do jornal norte-americano após a ausência do país na edição de 2025 e reforçando sua presença no mapa do turismo internacional.
Ao destacar o destino brasileiro, o jornal faz apenas uma ressalva: “Uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”. A observação se explica pela dimensão do espaço, que reúne cerca de 500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura singular, integradas a um extenso jardim botânico.
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Em 2026, a experiência promete ser ainda mais significativa. O instituto, que nasceu como coleção privada, completa 20 anos de abertura ao público e prepara uma programação especial de exposições voltadas à identidade afro-amazônica do Brasil.
Essas exposições irão complementar o acervo permanente, que já reúne obras de nomes consagrados da arte contemporânea, como a japonesa Yayoi Kusama, uma das artistas mais influentes de seu país, e o carioca Hélio Oiticica, figura central na definição do movimento Tropicália nos anos 1960.
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Veja também: cidade brasileira virou referência mundial ao misturar turismo científico, religioso e econômico.
A programação comemorativa também irá reunir trabalhos de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento e Paulo Nazareth, além de obras de 22 artistas indígenas sul-americanos, ampliando o diálogo entre arte contemporânea, ancestralidade e identidade cultural brasileira.
A menção a Inhotim também vem acompanhada de sugestões para ampliar o roteiro pela região. O NYT descreve Belo Horizonte, a cerca de 55 quilômetros do museu, como a “capital dos bares” do Brasil. O texto ainda recomenda visitas ao Parque Nacional da Serra do Cipó e às igrejas barrocas históricas de Minas Gerais como complementos à imersão cultural.
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Nos últimos anos, outros destinos brasileiros já haviam aparecido no ranking, como Brasília (2024), Manaus e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (2023). A ausência em 2025, no entanto, foi revertida agora com a escolha de Inhotim.
Além do museu mineiro, a lista de 2026 reúne cidades, parques naturais, rotas turísticas e regiões culturais espalhadas por diversos continentes. O primeiro lugar ficou com a chamada “América Revolucionária”, referência às celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos.
O jornal destaca eventos na Filadélfia, berço da Declaração de Independência, como o desfile Red, White & Blue To-Do Pomp & Parade, duas novas galerias no National Constitution Center, uma grande exposição no Philadelphia Museum of Art e até uma partida da Copa do Mundo no Dia da Independência, em 4 de julho. Washington e os estados da Virgínia, Nova York, Nova Jersey e Massachusetts também aparecem como pontos centrais das comemorações.
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Na segunda posição surge Varsóvia, com destaque para o Museu de Arte Moderna e a Plac Defilad, praça criada nos anos 1950 para desfiles do período comunista e que hoje passa por um processo de transformação em um polo verde e voltado aos pedestres.
Fechando o top 3 está Bangcoc, na Tailândia, citada pelo esforço recente para combater sua fama de uma das cidades menos verdes da Ásia.
Dica de leitura: após anos de transformação, esses lugares despontam como apostas para 2026.
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