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Destino brasileiro fora do comum está entre os 52 lugares do mundo para visitar em 2026

Ranking anual do New York Times destaca atração nacional em meio a cidades e paisagens globais

Júlia Morgado

Publicado em 07/01/2026 às 14:03

Atualizado em 08/01/2026 às 14:29

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Brasil aparece na lista do New York Times entre os lugares para visitar em 2026 / Vinicius Depizzol/Wikimedia Commons

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O The New York Times divulgou nesta terça-feira (6) seu tradicional ranking de “52 lugares para conhecer em 2026” e trouxe uma surpresa com sotaque mineiro. Na 24ª posição aparece o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), recolocando o Brasil na lista do jornal norte-americano após a ausência do país na edição de 2025 e reforçando sua presença no mapa do turismo internacional.

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Ao destacar o destino brasileiro, o jornal faz apenas uma ressalva: “Uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”. A observação se explica pela dimensão do espaço, que reúne cerca de 500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura singular, integradas a um extenso jardim botânico.

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Instalação "Narcissus Garden" (2009), da artista japonesa Yayoi Kusama, um dos nomes consagrados presente no museu/ Stephanie Torres/Wikimedia Commons
Instalação "Narcissus Garden" (2009), da artista japonesa Yayoi Kusama, um dos nomes consagrados presente no museu/ Stephanie Torres/Wikimedia Commons
O museu reúne nomes centrais da arte, como Hélio Oiticica, figura chave do movimento Tropicália/ Otávio Nogueira/Wikimedia Commons
O museu reúne nomes centrais da arte, como Hélio Oiticica, figura chave do movimento Tropicália/ Otávio Nogueira/Wikimedia Commons
Ocupando a 24ª posição na lista do NYT, o instituto é reconhecido pela harmonia entre galerias de design contemporâneo e paisagismo exuberante, como demonstra a galeria Adriana Varejão/ josep/Wikimedia Commons
Ocupando a 24ª posição na lista do NYT, o instituto é reconhecido pela harmonia entre galerias de design contemporâneo e paisagismo exuberante, como demonstra a galeria Adriana Varejão/ josep/Wikimedia Commons
Inhotim completa 20 anos em 2026 com foco em novas exposições sobre identidade cultural/ régine debatty/Wikimedia Commons
Inhotim completa 20 anos em 2026 com foco em novas exposições sobre identidade cultural/ régine debatty/Wikimedia Commons
A programação de aniversário para 2026 incluirá obras de artistas indígenas e foco na ancestralidade brasileira/ Josue Marinho/Wikimedia Commons
A programação de aniversário para 2026 incluirá obras de artistas indígenas e foco na ancestralidade brasileira/ Josue Marinho/Wikimedia Commons
O espaço conta com cerca de 500 obras, 24 galerias e um extenso jardim botânico/ josep/Wikimedia Commons
O espaço conta com cerca de 500 obras, 24 galerias e um extenso jardim botânico/ josep/Wikimedia Commons
Mobílias orgânicas, como o banco da imagem foi esculpido por Hugo França, e as trilhas do museu convidam à imersão sugerida pela publicação norte-americana/ Bernadete Amados/Wikimedia Commons
Mobílias orgânicas, como o banco da imagem foi esculpido por Hugo França, e as trilhas do museu convidam à imersão sugerida pela publicação norte-americana/ Bernadete Amados/Wikimedia Commons
As galerias e obras ao ar livre exigem mais de um dia de visita para serem exploradas por completo/ Caroline E. S. Sousa/Wikimedia Commons
As galerias e obras ao ar livre exigem mais de um dia de visita para serem exploradas por completo/ Caroline E. S. Sousa/Wikimedia Commons
O acervo permanente de Brumadinho (MG) recoloca o Brasil no mapa do turismo global em 2026/ Otávio Nogueira/Wikimedia Commons
O acervo permanente de Brumadinho (MG) recoloca o Brasil no mapa do turismo global em 2026/ Otávio Nogueira/Wikimedia Commons

Em 2026, a experiência promete ser ainda mais significativa. O instituto, que nasceu como coleção privada, completa 20 anos de abertura ao público e prepara uma programação especial de exposições voltadas à identidade afro-amazônica do Brasil.

Essas exposições irão complementar o acervo permanente, que já reúne obras de nomes consagrados da arte contemporânea, como a japonesa Yayoi Kusama, uma das artistas mais influentes de seu país, e o carioca Hélio Oiticica, figura central na definição do movimento Tropicália nos anos 1960.

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Veja também: cidade brasileira virou referência mundial ao misturar turismo científico, religioso e econômico.

A programação comemorativa também irá reunir trabalhos de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento e Paulo Nazareth, além de obras de 22 artistas indígenas sul-americanos, ampliando o diálogo entre arte contemporânea, ancestralidade e identidade cultural brasileira.

A menção a Inhotim também vem acompanhada de sugestões para ampliar o roteiro pela região. O NYT descreve Belo Horizonte, a cerca de 55 quilômetros do museu, como a “capital dos bares” do Brasil. O texto ainda recomenda visitas ao Parque Nacional da Serra do Cipó e às igrejas barrocas históricas de Minas Gerais como complementos à imersão cultural.

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Nos últimos anos, outros destinos brasileiros já haviam aparecido no ranking, como Brasília (2024), Manaus e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (2023). A ausência em 2025, no entanto, foi revertida agora com a escolha de Inhotim.

Ranking reúne destinos de todo o mundo

Além do museu mineiro, a lista de 2026 reúne cidades, parques naturais, rotas turísticas e regiões culturais espalhadas por diversos continentes. O primeiro lugar ficou com a chamada “América Revolucionária”, referência às celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos.

O jornal destaca eventos na Filadélfia, berço da Declaração de Independência, como o desfile Red, White & Blue To-Do Pomp & Parade, duas novas galerias no National Constitution Center, uma grande exposição no Philadelphia Museum of Art e até uma partida da Copa do Mundo no Dia da Independência, em 4 de julho. Washington e os estados da Virgínia, Nova York, Nova Jersey e Massachusetts também aparecem como pontos centrais das comemorações.

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Na segunda posição surge Varsóvia, com destaque para o Museu de Arte Moderna e a Plac Defilad, praça criada nos anos 1950 para desfiles do período comunista e que hoje passa por um processo de transformação em um polo verde e voltado aos pedestres. 

Fechando o top 3 está Bangcoc, na Tailândia, citada pelo esforço recente para combater sua fama de uma das cidades menos verdes da Ásia.

Dica de leitura: após anos de transformação, esses lugares despontam como apostas para 2026.

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Veja a lista completa dos 52 destinos:

  1. ‘América Revolucionária’ nos Estados Unidos
  2. Varsóvia na Polônia
  3. Bangcoc na Tailândia
  4. Península Osa na Costa Rica
  5. Bandhavgarh na Índia
  6. Dallas nos Estados Unidos
  7. Orã na Argélia
  8. Rota 66 nos Estados Unidos
  9. Saba nas Pequenas Antilhas (Caribe)
  10. Poblenou (Barcelona) na Espanha
  11. Outras Montanhas do Nepal (além do Monte Everest) no Nepal
  12. Bayreuth na Alemanha
  13. Viagem de trem pelas Montanhas Rochosas Canadenses no Canadá
  14. Top End (Território do Norte) na Austrália
  15. Penang na Malásia
  16. Los Angeles nos Estados Unidos
  17. Nagasaki no Japão
  18. Breuil-Cervínia na Itália
  19. Memphis nos Estados Unidos
  20. Armênia na Armênia
  21. Espanha de Joaquín Sorolla (Madri e Valência) na Espanha
  22. ‘Inglaterra do Ursinho Pooh’ (East Sussex) na Inglaterra
  23. Seicheles nas Seicheles
  24. Inhotim no Brasil
  25. Islândia na Islândia
  26. Ilhas Sanibel e Captiva nos Estados Unidos
  27. Hyde Park (Chicago) nos Estados Unidos
  28. Ilhas Træna na Noruega
  29. Miches na República Dominicana
  30. Portland nos Estados Unidos
  31. Montanhas Tien Shan no Quirguistão
  32. Assis na Itália
  33. Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico nos Estados Unidos
  34. Vietnã no Vietnã
  35. Querétaro no México
  36. Medora (Dakota do Norte) nos Estados Unidos
  37. Camiguin nas Filipinas
  38. Messínia na Grécia
  39. Guiana na Guiana
  40. Deer Valley (Utah) nos Estados Unidos
  41. Yunnan na China
  42. Bentonville (Arkansas) nos Estados Unidos
  43. Cabo Froward no Chile
  44. Gênova na Itália
  45. Trilha Dongseo na Coreia do Sul
  46. Okinawa no Japão
  47. Bacia Hidrográfica do Rio Pastaza no Equador
  48. Área de Conservação de Ngorongoro na Tanzânia
  49. Melbourne na Austrália
  50. Praia da Virgínia nos Estados Unidos
  51. Estrada Big Sur (Califórnia) nos Estados Unidos
  52. Ilha Mon na Dinamarca

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