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Militares encontram bombas e fecham praia para detonação; recomendação é evitar o local

Mais de 150 artefatos foram encontrados e parte deles chegou a entrar em combustão durante operação do Exército

Helena Merencio/Agência Diário

Publicado em 17/04/2026 às 09:31

Atualizado em 17/04/2026 às 10:12

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Autoridades britânicas mantêm a orientação de que qualquer objeto desconhecido encontrado na praia não deve ser tocado / Reprodução/YouTube

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Uma praia no nordeste da Inglaterra precisou ser isolada após a descoberta de mais de 150 artefatos explosivos da Segunda Guerra Mundial enterrados sob a areia.

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Parte desse material entrou em combustão ao ser exposta durante o deslocamento natural do solo costeiro, o que levou à atuação imediata do Exército britânico e de equipes de emergência. 

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O caso ocorreu em Crimdon Dene, região próxima a Hartlepool, e transformou a faixa litorânea em área de operação controlada diante do risco de novos incidentes, e a situação começou quando objetos passaram a surgir parcialmente na superfície da areia. 

Com isso, a exposição ao ambiente foi suficiente para desencadear reações em parte dos artefatos. Isso levou à interdição integral da praia e à retirada de qualquer possibilidade de circulação de civis enquanto a extensão do material era avaliada pelas autoridades.

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Reação química transforma praia 

De acordo com o jornal britânico The Sun, os dispositivos identificados são granadas de fósforo autoignitável, armamentos utilizados durante a Segunda Guerra Mundial com capacidade de combustão ao contato com o oxigênio. Esse comportamento químico explica a ignição registrada logo após a exposição dos itens na areia.

A resposta das equipes foi imediata. Em vez de remoção convencional, os especialistas optaram por neutralização no próprio local por meio de explosões controladas, procedimento aplicado em situações em que o transporte dos artefatos representa risco elevado de detonação ou ignição acidental.

Esse tipo de operação exige isolamento ampliado e atuação coordenada, já que qualquer manipulação direta pode ampliar a instabilidade dos materiais ainda ativos após décadas soterrados.

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O caso ocorreu em Crimdon Dene, região próxima a Hartlepool
O caso ocorreu em Crimdon Dene, região próxima a Hartlepool
A situação começou quando objetos passaram a surgir parcialmente na superfície da areia
A situação começou quando objetos passaram a surgir parcialmente na superfície da areia
Com isso, a exposição ao ambiente foi suficiente para desencadear reações em parte dos artefatos
Com isso, a exposição ao ambiente foi suficiente para desencadear reações em parte dos artefatos
Isso levou à interdição integral da praia e à retirada de qualquer possibilidade de circulação de civis
Isso levou à interdição integral da praia e à retirada de qualquer possibilidade de circulação de civis
De acordo com o jornal britânico The Sun, os dispositivos identificados são granadas de fósforo autoignitável
De acordo com o jornal britânico The Sun, os dispositivos identificados são granadas de fósforo autoignitável

Escala da operação é alterada

Ainda segundo o The Sun, a gravidade do caso aumentou após uma pessoa sofrer queimaduras ao entrar em contato com um dos dispositivos. O atendimento foi realizado ainda na área da praia, reforçando a necessidade de expansão imediata do perímetro de segurança.

A partir desse episódio, a operação deixou de ter caráter apenas preventivo e passou a funcionar como varredura ativa de risco. 

O objetivo das equipes passou a ser não apenas neutralizar os artefatos já expostos, mas identificar possíveis novos pontos de soterramento ao longo da faixa de areia.

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Varredura mantém praia interditada

Com a suspeita de que outros dispositivos ainda possam estar enterrados, equipes especializadas seguem atuando de forma contínua na região. 

Em decorrência disso, a praia permanece completamente isolada enquanto a inspeção avança em etapas, acompanhando a instabilidade do terreno e a possibilidade de novas exposições naturais.

A dinâmica da operação é influenciada pelo comportamento da própria costa, já que o deslocamento da areia pode revelar novos objetos ao longo do processo de monitoramento, exigindo vigilância constante das equipes envolvidas.

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Litoral britânico ainda guarda vestígios da guerra

A presença de armamentos na região está associada ao uso intensivo da costa do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.

Áreas litorâneas foram empregadas para armazenamento de munições, atividades de defesa e treinamento militar, o que resultou no soterramento de parte desse material ao longo do tempo.

Mesmo após o fim do conflito, esses resíduos permaneceram incorporados ao ambiente costeiro, sem remoção completa das estruturas utilizadas na época.

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Outro caso envolvendo recordações guardadas da Segunda Guerra teve desfecho em família.

Erosão e marés reativam risco histórico

Processos naturais como marés, tempestades e erosão contínua da costa são apontados como fatores que contribuem para a reexposição desses materiais. 

A movimentação constante da areia altera o perfil do solo e pode trazer à superfície objetos que permaneceram ocultos por mais de oito décadas.

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Em Crimdon Dene, esse conjunto de fatores foi determinante para que os artefatos voltassem a aparecer, desencadeando a operação de emergência que segue em andamento.

Alerta segue ativo na região

Autoridades britânicas mantêm a orientação de que qualquer objeto desconhecido encontrado na praia não deve ser tocado ou removido, sendo necessário acionar equipes especializadas imediatamente. 

A recomendação busca evitar novos acidentes envolvendo materiais que ainda podem manter capacidade de ignição.

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Enquanto a varredura continua, Crimdon Dene permanece isolada; esse episódio expõe um efeito prolongado da Segunda Guerra Mundial sobre o litoral britânico, onde vestígios do conflito seguem emergindo e exigindo resposta técnica mesmo décadas após o fim da guerra.

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