Descoberta científica ajuda a diagnosticar Parkinson antes dos sintomas; saiba como

Estudo revela que atividade imune elevada aparece anos antes dos sintomas motores

Pesquisadores identificam sinal imunológico que antecede tremores e rigidez

Pesquisadores identificam sinal imunológico que antecede tremores e rigidez | Freepik

Pesquisadores descobriram que células T, parte crucial do sistema imunológico, ficam hiperativas anos antes do surgimento dos sintomas clássicos do Parkinson. A descoberta pode revolucionar o diagnóstico precoce da doença.

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O estudo sugere que monitorar essas células pode ajudar a identificar riscos mesmo na fase “prodrômica”, quando sinais como perda de olfato e distúrbios do sono aparecem. Isso abre caminho para intervenções antes dos danos neurológicos se agravarem.

“Podemos ver essas células T reativas em pessoas depois que desenvolvem Parkinson, mas o que acontece antes disso?”, questiona Emil Johansson, coautor da pesquisa. A resposta parece estar no sangue.

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Veja também que pessoas com problemas no estômago têm mais chance de ter Parkinson, segundo estudo.

O papel surpreendente das células T

O sistema imunológico pode ser peça central no desenvolvimento do Parkinson. Células T, que normalmente combatem infecções, reagem excessivamente a proteínas como alfa-sinucleína e PINK1 – ambas ligadas à doença.

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Usando a técnica Fluorospot, cientistas analisaram amostras de sangue de pessoas em risco. A reatividade das células T atingiu o pico na fase prodrômica. “É possível observar isso antes mesmo do diagnóstico”, afirma o professor Alessandro Sette.

Essa hiperatividade pode ser tanto causa quanto consequência dos danos cerebrais. A equipe agora investiga se algumas células T têm efeito protetor, o que mudaria completamente a abordagem de tratamento.

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Conheça também um sensor que usa o teste de urina para detectar doenças como câncer e Parkinson.

Esperança para tratamentos precoces

Detectar o Parkinson antes dos sintomas motores é o Santo Graal da pesquisa. Com marcadores imunológicos, médicos poderiam intervir quando terapias têm maior chance de sucesso.

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“Essa imunidade das células T pode ser um marcador para o tratamento precoce”, diz Sette. Porém, ainda não está claro se a autoimunidade causa a doença ou reage a ela.

Enquanto estudos continuam, a descoberta já ilumina novos caminhos. Entender a dança complexa entre neurônios e sistema imunológico pode ser a chave para frear o Parkinson antes que ele avance.