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Pioneira no Brasil, a tecnologia de escape na descida para o Litoral de SP é a última esperança para motoristas sem freio; entenda como funciona essa engenharia
Caminhão sem freio é parado por uma das rampas de escape da Anchieta e motorista sai ileso / Reprodução/Ecovias
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Quem desce a Serra do Mar pela Via Anchieta já deve ter notado áreas laterais preenchidas com o que parece ser areia ou brita. Mas o que parece simples é, na verdade, um dos dispositivos de segurança viária mais eficazes do País. As chamadas rampas de escape não são apenas depósitos de material: são engenharias de precisão que separam um susto de uma tragédia fatal.
A história começou no ano 2000, quando a Anchieta se tornou a primeira rodovia brasileira a adotar o equipamento, instalando-o no KM 42,6. A escolha do local não foi por acaso; o trecho é um dos mais críticos da descida para a Baixada Santista.
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Anos depois, em 2014, uma segunda rampa foi inaugurada no KM 49, reforçando o cinturão de segurança. Juntos, esses dispositivos administrados pela Ecovias já evitaram quase mil acidentes graves, salvando centenas de motoristas de caminhões, ônibus e veículos de passeio que perderam os freios durante o trajeto.
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Caminhão sem freio e rampa de escape salvando vidas
Diferente do que muita gente pensa, o compartimento não é preenchido com areia comum. A tecnologia utiliza argila expandida — o mesmo material leve e poroso usado em construções e paisagismo.
A mágica acontece devido à profundidade de cerca de 1 metro:
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"Entrei na rampa, e agora?"
Para os motoristas, a orientação da concessionária é clara: ao perceber falha nos freios ou superaquecimento do sistema (fading), não hesite. A rampa de escape é um dispositivo de uso gratuito e emergencial.
"É como entrar em uma piscina que trava o movimento. A sensação é de uma parada brusca, mas segura", descrevem especialistas em segurança do Sistema Anchieta-Imigrantes.
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