Durante muito tempo, o papel foi visto como solução prática / Freepik
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A maneira como as pessoas cuidam da higiene íntima vem passando por mudanças significativas em diferentes partes do mundo.
Por décadas considerado indispensável, o papel higiênico começa a perder protagonismo para soluções que utilizam água e prometem mais conforto, eficiência e menor impacto ambiental. O que antes parecia improvável já se consolida como tendência em banheiros modernos.
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Durante muito tempo, o papel foi visto como prático e eficiente. No entanto, debates sobre sustentabilidade e saúde íntima têm colocado esse hábito em xeque. A produção do papel higiênico demanda grandes volumes de água, energia e celulose, além de gerar resíduos que sobrecarregam sistemas de esgoto.
Em contrapartida, métodos baseados no uso de água proporcionam uma limpeza mais completa e suave, além de reduzir impactos ambientais. A mudança ganha força principalmente entre pessoas que buscam hábitos mais conscientes e maior bem-estar no dia a dia.
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Diversas soluções têm se popularizado e atendem a diferentes perfis e orçamentos. A ducha higiênica, bastante comum no Brasil, permite uma limpeza rápida com jato controlado. O bidê tradicional, muito presente na Europa, segue como opção clássica para uma higienização delicada. Já os assentos sanitários eletrônicos despontam como tendência global, oferecendo recursos como jatos ajustáveis, controle de temperatura, secagem automática e até desodorização.
Outra alternativa são os lenços de pano reutilizáveis, que reduzem o consumo de papel, mas exigem cuidados rigorosos de higiene. Embora não eliminem completamente o papel higiênico, essas opções diminuem consideravelmente sua utilização e tornam a rotina mais confortável e sustentável.
A fabricação de um único rolo de papel higiênico pode consumir mais de 100 litros de água, além do uso de produtos químicos no processo de branqueamento. O descarte frequente aumenta o volume de lixo doméstico e contribui para entupimentos nas redes de esgoto.
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Já soluções que utilizam água gastam volumes muito menores por uso. Duchas modernas, por exemplo, consomem menos de um litro por lavagem, representando um avanço significativo em direção a hábitos mais responsáveis.
Muito populares no Japão e cada vez mais presentes na Europa, os banheiros inteligentes simbolizam essa transformação. Os assentos eletrônicos oferecem funções como jatos automáticos, secagem a ar, controle de temperatura, desodorização e redução drástica do uso de papel.
Apesar do custo inicial mais elevado, especialistas apontam que o investimento se paga com o tempo, graças à economia e ao conforto proporcionado. Além disso, a experiência é considerada mais higiênica e agradável.
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O uso dessas alternativas exige alguns cuidados. A pressão do jato deve ser regulada para evitar irritações, e a água precisa estar em temperatura adequada. A limpeza regular dos equipamentos também é essencial para garantir segurança e higiene.
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Especialistas reforçam a importância do uso de água potável e atenção especial para pessoas com pele sensível.
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Enquanto países asiáticos e europeus já adotaram amplamente o uso de água na higiene íntima, o Brasil vive um processo gradual de transição. A ducha higiênica se tornou comum em residências e estabelecimentos comerciais, e novos modelos de assentos eletrônicos produzidos no país chegam ao mercado com preços mais acessíveis e instalação simplificada.
As gerações mais jovens demonstram maior abertura a soluções modernas, confortáveis e sustentáveis.