Uso de antioxidantes naturais via nanotecnologia abre caminho para tratar causas reais do Parkinson / Freepik
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A luta contra o Parkinson acaba de ganhar um aliado poderoso vindo diretamente da natureza e da alta tecnologia.
Um estudo recente revela que é possível usar exossomos para transportar curcumina e proteger o sistema nervoso. Aproveita e veja também: Cães acertam 98% dos casos de Parkinson antes dos médicos, aponta estudo
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Publicada no Journal of Nanobiotechnology, a pesquisa une o conhecimento da St. Pharmacy e de hospitais chineses renomados. O objetivo principal é interromper o ciclo de degeneração que caracteriza essa condição neurológica difícil.
Tudo começa com a morte lenta das células responsáveis pela produção de dopamina dentro da nossa cabeça.
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Esse processo está ligado ao envelhecimento natural, mas também ao estilo de vida e fatores genéticos.
Sem dopamina suficiente, o corpo manifesta sinais claros como rigidez muscular, tremores e lentidão motora.
Além disso, o paciente pode enfrentar episódios de mau humor e sérias dificuldades para dormir bem.
O tratamento convencional mais utilizado hoje em dia é feito com medicamentos à base de levodopa. Eles são excelentes para melhorar a movimentação nas fases iniciais, devolvendo autonomia para quem sofre com a doença.
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No entanto, o cérebro possui uma barreira protetora que impede a passagem de quase todos os remédios. Por esse motivo, os medicamentos disponíveis apenas mascaram os sintomas, sem conseguir salvar os neurônios restantes.
A curcumina é extraída do açafrão e possui um histórico milenar no combate a inflamações e oxidação celular. Ela costuma ser ingerida para aliviar dores de artrite, mas sua eficácia cerebral sempre foi nula.
Como ela não se dissolve bem e o metabolismo a destrói rápido, ela não alcança o cérebro. Essa barreira biológica sempre impediu que as propriedades do açafrão fossem usadas em terapias neurológicas sérias.
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Os pesquisadores resolveram esse impasse usando a plataforma de exossomos αDAT-EV como um "cavalo de Troia".
Essas partículas minúsculas carregam a curcumina e conseguem atravessar livremente a proteção natural do sistema nervoso. Essa técnica reduz os efeitos colaterais, pois permite que o remédio atue apenas onde é realmente necessário.
Os exossomos são seguros e representam um avanço gigantesco na forma como entregamos medicamentos complexos.
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O estudo mostrou que a entrega direcionada reduziu o acúmulo de proteínas tóxicas nos cérebros dos camundongos testados. A taxa de sucesso de 90% anima a comunidade médica, embora o foco seja em casos moderados.
Infelizmente, em quadros muito avançados, o benefício é menor devido à grande perda de neurônios já ocorrida. Os ensaios em seres humanos estão previstos para 2027, focando inicialmente em aplicações via intravenosa.