Nos meses de janeiro e fevereiro, diversas regiões brasileiras — incluindo a Baixada Santista — passaram por períodos de chuvas intensas. Esses eventos naturais não apenas dificultam o deslocamento e a execução de atividades cotidianas, mas também servem de alerta para a disseminação de doenças e o risco de acidentes.
Segundo o Ministério da Saúde, as inundações trazem riscos graves à segurança e à integridade da população. Entre os perigos estão infecções como leptospirose e dengue, além de acidentes com animais peçonhentos, incluindo escorpiões, aranhas e cobras.
O Diário, inclusive, fez uma matéria explicando o porquê de estar chovendo tanto no litoral de São Paulo. Para acessá-la, basta clicar aqui.
O alerta é grave. No entanto, a proteção pessoal e familiar pode ser exercida com atitudes simples e acessíveis, de acordo com um folder informativo do Governo. Abaixo, veja algumas atitudes que podem ser tomadas em enchentes:
Possíveis doenças
Ainda segundo o documento governamental, as principais doenças que podem ser transmitidas em situações de enchentes são a leptospirose (patologia disseminada pela urina do rato, nas águas contaminadas), o tétano e a hepatite. Outras possibilidades incluem enfermidades diarreicas agudas.
ALERTA: Caso você, algum familiar ou amigo perceba algum desses sintomas na lista abaixo, em um episódio de 24 horas, procure atendimento médico imediato!
Sintomas
- Febre;
- Diarréia;
- Náuseas ou vômitos;
- Dor abdominal;
- Sangue ou muco nas fezes.
Recomendações gerais
- Não tente nadar, tomar banho ou beber a água da inundação. Isso se aplica também em qualquer outro ambiente contaminado;
- Se possível, cubra cortes ou arranhões com bandagens à prova d’água;
- Caso seja necessário entrar em contato com a água de enchentes ou lama, utilize botas e luvas para reduzir o contato;
- Faça o descarte correto do lixo e de outros entulhos para prevenir a infestação de roedores;
- Caso alguma alteração na água da torneira seja notada (como odores ou coloração diferente do habitual), entre em contato com a Secretaria Municipal da Saúde, para que a empresa responsável pela distribuição de água resolva o problema;
- Nas situações de emergência, os alimentos mais seguros são aqueles de fabricação industrializada, embalados em latas de metal seladas, e que NÃO estejam danificadas.
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Cuidados com bebidas e alimentos
Há doenças que têm a capacidade de se propagar facilmente por intermédio da água e dos alimentos consumidos, incluindo cólera, febre tifoide, hepatite A e diarréia.
Portanto, o recomendado é NÃO consumir alimentos que tiveram algum contato com águas contaminadas ou com lama. Isso também engloba alimentos embalados, enlatados ou alimentos perecíveis.
Cuidados com doenças (leptospirose ou tétano)
A leptospirose é uma enfermidade causada por uma bactéria presente na urina dos roedores. Quando há inundações, a proliferação desta doença aumenta exponencialmente. Portanto, siga os passos abaixo para se proteger:
- Cubra cortes ou arranhões com bandagens à prova d’água, ou que impeçam a entrada da mesma;
- Perto das enchentes, utilize calçados que cubram bem o corpo, à prova d’água, como botas;
- Caso haja suspeita, o tratamento deverá ser realizado imediatamente. Não é necessário a confirmação laboratorial.
Já no caso do tétano, a patologia é disseminada por intermédio de uma bactéria presente em objetos de metal, mesmo que estes não estejam enferrujados. A proliferação também pode ser realizada pelo solo, quando há galhos, espinhos, pedaços de móveis, entre outros recursos.
A pessoa pode adoecer caso sofra lesões físicas (como cortes, perfurações, e outros ferimentos) pelos objetos contaminados. Portanto, a melhor forma de se proteger é pela vacina do tétano, frequentemente disponibilizada em policínicas.
Contatos úteis
Em casos de emergência, não hesite em pedir ajuda e contatar serviços públicos. Veja a lista com alguns números de telefone:
- Defesa Civil – 199
- Bombeiros – 193
- SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) – 192
- Brigada Militar – 190
- Central de Atendimento à Mulher – 180
- Denúncias de Violência – 100
*O texto contém informações do portal Gov.br
