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Criar filhos 'em uma bolha' pode cobrar um preço alto na vida adulta; entenda os riscos

Embora bem-intencionada, a superproteção pode causar impactos negativos ao desenvolvimento cognitivo e saúde infantil

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 23/02/2026 às 12:33

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A superproteção pode parecer cuidado extremo, mas quando impede a autonomia infantil, pode afetar o desenvolvimento da independência e da autoconfiança / Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke

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A preocupação parental é algo muito comum e até mesmo importante para que seus filhos cresçam com amor, carinho e atenção. No entanto, como diz o famoso ditado, "tudo em excesso é ruim", e isso inclui até mesmo esse aspecto. 

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A superproteção não é necessariamente ruim, apenas mostra que os responsáveis por uma criança querem que ela tenha a melhor infância possível. Contudo, é uma atitude que pode interferir, mesmo sem a inteção, nas atividades e escolhas do jovem.

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Com isso, a criança é "impedida" de ter suas próprias decisões, ou seja, de entender o que, de fato, ela deseja. Em muitos casos, isso pode se estender à vida adulta, criando pessoas inseguras ou indecisas.

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Impedidas de fazer escolhas desde cedo, algumas crianças crescem com dificuldade para decidir sozinhas na vida adulta. Freepik/@cookie_studio
Impedidas de fazer escolhas desde cedo, algumas crianças crescem com dificuldade para decidir sozinhas na vida adulta. Freepik/@cookie_studio
Assumir responsabilidades que cabem à criança pode comprometer o aprendizado sobre limites, erros e conquistas pessoais. Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke
Assumir responsabilidades que cabem à criança pode comprometer o aprendizado sobre limites, erros e conquistas pessoais. Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke
Os efeitos da superproteção costumam aparecer anos depois, com baixa autoestima, insegurança e dificuldade para lidar com frustrações. Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke
Os efeitos da superproteção costumam aparecer anos depois, com baixa autoestima, insegurança e dificuldade para lidar com frustrações. Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke
A superproteção pode parecer cuidado extremo, mas quando impede a autonomia infantil, pode afetar o desenvolvimento da independência e da autoconfiança. Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke
A superproteção pode parecer cuidado extremo, mas quando impede a autonomia infantil, pode afetar o desenvolvimento da independência e da autoconfiança. Captura de tela/YouTube/Dr. Taniesha Burke
 
É comum que pais tenham medo do crescimento infantil, e não há nada de errado com isso. Porém, continuar "protegendo" a criança de tudo pode torná-la incapaz de correr riscos, um fator essencial principalmente na vida adulta. 

Outro potencial perigo está relacionado com críticas excessivas, visto que responsáveis altamente superprotetores podem se tornar repreensivos, mesmo que ligeiramente. Em algumas situações, eles chegam ao ponto de assumir tarefas de seus filhos, por conseguirem executá-las com mais eficiência e experiência.

Os efeitos geralmente não começam na própria infância, mas os problemas chegam de forma concreta na vida adulta. Por volta dos 20 ou 30 anos, é possível que os adultos, criados por superproteção, não consigam resolver seus problemas sozinhos, possivelmente dependendo de outras pessoas. Alguns outros impactos incluem:

  • Baixa autoestima ou autoconfiança;
  • Dificuldades para fazer amizades ou manter relacionamentos saudáveis;
  • Sentir que não "é adulto", mesmo após os 18 anos;
  • Ser incapaz de controlar suas próprias emoções devidamente, apresentando, inclusive, ansiedade ou outros sentimentos negativos.

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*O texto contém informações dos portais Viver Bem Unimed e Terra

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