Quando o assunto é carne macia e cheia de sabor, muitos consumidores pensam automaticamente em cortes nobres. O que pouca gente sabe é que um corte considerado de segunda, facilmente encontrado nos açougues, pode entregar resultado igual — ou até superior — quando preparado da forma correta. Esse é o caso do acém, uma carne acessível que vem ganhando cada vez mais espaço na cozinha brasileira.
De onde vem o acém e por que ele parece mais duro
Retirado da parte dianteira do boi, o acém possui fibras mais longas e uma quantidade significativa de colágeno. Por isso, quando submetido a preparos rápidos, tende a apresentar uma textura mais firme, o que contribuiu por anos para a fama de carne “dura”.
O cenário muda completamente nos cozimentos prolongados. Em preparações como panela de pressão, fogo baixo ou longas horas de cozimento, o colágeno se transforma em gelatina, deixando a carne macia, suculenta e extremamente saborosa.
Sabor intenso
Outro ponto que favorece o acém é o sabor marcante. Por ser um corte mais exigido pelo animal, ele concentra um gosto mais pronunciado de carne, característica que muitas vezes falta em cortes nobres mais magros.
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Em receitas como carne de panela, ensopados, ragu, carnes desfiadas e até hambúrgueres artesanais, o acém costuma surpreender positivamente.
Bom para o prato e para o bolso
O preço também pesa a favor. Com valor bem inferior ao de cortes como picanha e contrafilé, o acém se tornou uma alternativa inteligente para quem busca qualidade sem gastar muito, especialmente em um período de alta no preço das carnes.
Chefs e cozinheiros experientes reforçam que o segredo não está apenas no corte, mas no preparo. Boa temperagem, escolha do método correto e respeito ao tempo de cozimento são fundamentais para transformar o acém em uma carne macia e cheia de sabor.
