Sem essa medida, muitas exibições ao ar livre teriam o som reduzido ou sequer seriam permitidas. / José Cruz/Agência Brasil
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Durante grandes eventos esportivos, o equilíbrio entre festa e descanso volta ao centro do debate, e não será diferente na Copa do Mundo de 2026. Na Alemanha, a tradicional “Nachtruhe”, conhecida como Lei do Silêncio, passará por ajustes temporários para permitir transmissões públicas dos jogos, mesmo durante a madrugada europeia.
Com partidas acontecendo em países como Estados Unidos, México e Canadá, muitos confrontos serão exibidos em horários avançados na Europa Central, o que naturalmente entra em conflito com a legislação de ruído vigente no país.
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Outro ponto que costuma ganhar força em períodos de Copa é o debate sobre a liberação do trabalho em dias de jogos da seleção. Em muitos casos, trabalhadores e até empresas defendem a flexibilização da jornada ou até folga durante as partidas, para que todos possam acompanhar os jogos, proposta que ainda depende de acordos internos ou decisões específicas de cada país e empregador.
Durante grandes eventos esportivos, o equilíbrio entre festa e descanso volta ao centro do debate, e não será diferente na Copa do Mundo de 2026. Agência brasilA chamada Nachtruhe estabelece limites rigorosos de barulho a partir das 22h, principalmente em áreas residenciais ou próximas a hospitais e casas de repouso. Nesses locais, o nível de ruído permitido costuma variar entre 35 e 65 decibéis.
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Na prática, isso significa que festas, bares e eventos ao ar livre precisam reduzir significativamente o som nesse período. Transmissões esportivas com telões em praças e espaços públicos também entram nessa regra, o que dificultaria a exibição de jogos noturnos.
Para viabilizar a experiência coletiva dos torcedores, o governo alemão criou uma flexibilização temporária da lei entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, período oficial do torneio. A Copa também será a maior de todos os tempos, com 48 seleções.
Durante esse intervalo, cidades poderão autorizar transmissões públicas após as 22h, com ajustes no volume para atender às necessidades dos eventos, sem deixar de lado totalmente as regras de proteção sonora.
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A palavra final ficará com os municípios, que poderão aprovar ou negar eventos caso a caso. José Cruz/Agência BrasilSem essa medida, muitas exibições ao ar livre teriam o som reduzido ou sequer seriam permitidas.
Apesar da flexibilização federal, não haverá liberação automática. A palavra final ficará com os municípios, que poderão aprovar ou negar eventos caso a caso.
Organizadores precisarão apresentar pedidos formais às autoridades locais, que avaliarão critérios como localização, impacto na vizinhança e medidas de controle de ruído antes de conceder autorização.
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