Conheça Sean Baker, diretor de ‘Anora’, que poderá ganhar diversos Oscars

Cineasta é conhecido por retratar sempre protagonistas de subculturas sub-representadas e marginalizadas

Sean Baker pode levar o Oscar de filme e direção por 'Anora'

Sean Baker pode levar o Oscar de filme e direção por 'Anora' | Jim and Sam Show/Youtube/Reprodução

Após vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Directors Guild of America (DGA) e o PGA Awards, o cineasta Sean Baker se tornou um dos principais favoritos ao Oscar 2025 nas categorias de direção e filme, com “Anora”. 

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Inspirado por cineastas como Spike Lee, Federico Fellini, Jim Jarmusch, Mike Leigh, Steven Spielberg e John Cassavetes, Baker passou a estabelecer sua reputação por retratar sempre protagonistas de subculturas sub-representadas e marginalizadas.

Além disso, ele diz ter sido inspirado por filmes de exploração e seus projetos estimulam e encorajam um debate sobre a moralidade sexual.

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Nascido em Summit, Nova Jersey, na época da adolescência era obcecado por filmes caseiros quando jovem, após sua mãe levá-lo para assistir os filmes de monstros da Universal Pictures (como “Lobisomem” e “A Múmia”), em uma biblioteca local.

No período em que estava estudando na New York University em Manhattan pela Tisch School of the Arts, resolveu pegar mais experiência fazendo filmes industriais e comerciais de TV antes de se formar em 1998.

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Seu primeiro filme foi “Four Letter Words”, em 2000, onde ele escreveu, dirigiu e editou o projeto.  Em 2004 realizou com seu frequente colaborador Shih-Ching Tso, “Take Out”, onde co-escreveu, co-dirigiu, co-editou e co-produziu. 

Só que foi em 2015 que Baker começou a chamar a atenção na indústria cinematográfica, com o longa “Tangerine”. Filmado totalmente usando três smartphones iPhone 5S, ele recebeu vários elogios por suas técnicas então inovadoras. 

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A história gira em torno em uma trabalhadora do sexo transgênero que descobre uma traição vinda de seu namorado, que também é seu cafetão. A produção é estrelada por Kitana Kiki Rodriguez, Mya Taylor e Karren Karagulian.

Em 2016 realizou com a modelo Abbey Lee o curta “Snowbird”, que também utilizou iPhone 5S para ser filmado. 

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Só que em 2017, ele lançou pela A24 o drama “Projeto Flórida”, no Festival de Cannes. Com as atuações elogiadas de Willem Dafoe e Brooklynn Prince, o filme serviu como mais um sinal sobre o futuro sucedido de Baker na indústria.

O enredo aborda uma menina de 6 anos que vive com sua mãe em um motel na Grande Orlando.

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Durante o período de pandemia, o cineasta filmou em segredo durante a pandemia de COVID-19 a comédia dramática “Red Rocket”, onde ele dirigiu, co-escreveu e co-produziu com Chris Bergoch e Shih-Ching Tso.

A produção foi ovacionada de pé em sua exibição no Festival de Cannes 2021, sendo lançada comercialmente apenas em 10 de dezembro daquele ano. A história gira em torno de um ex-ator porno (Simon Rex) e vigarista carismático, que planeja seu retorno ao estrelato ao retornar para sua cidade natal no Texas.

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Se ele vai se consagrar com o Oscar por conta de seu aclamado trabalho em “Anora“, apenas na noite de 2 de março o mundo saberá.