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Conheça os enormes e modernos cruzeiros que podem atracar em Santos no novo terminal de passageiros

Navios que antes não tinham condições logísticas e técnicas de operar na cidade agora poderão atender a crescente demanda do setor

Jeferson Marques

Publicado em 02/02/2026 às 16:24

Atualizado em 02/02/2026 às 16:30

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O navio MSC Seaside é um dos que poderão atracar em Santos com o novo terminal de passageiros / Reprodução/MSC

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O Porto de Santos se prepara para uma transformação histórica com a transferência do terminal de passageiros da região de Outeirinhos para o Valongo, no Centro Histórico. Esta mudança estratégica, prevista para consolidar a cidade como o principal hub de cruzeiros da América Latina em 2026, permitirá a atracação simultânea de até três navios de "Classe Mega", capazes de transportar cerca de 6 mil passageiros cada.

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Mais do que uma alteração de endereço, a nova infraestrutura no Valongo elimina gargalos logísticos e oferece berços de atracação com calados e comprimentos compatíveis com transatlânticos de última geração, incluindo modelos movidos a GNL, elevando o patamar do turismo marítimo nacional para o padrão europeu.

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Projeto do novo terminal de passageiros de Santos / Reprodução
Projeto do novo terminal de passageiros de Santos / Reprodução
Piscina de um cruzeiro de grande porte, com capacidade para cerca de 6 mil passageiros / Reprodução
Piscina de um cruzeiro de grande porte, com capacidade para cerca de 6 mil passageiros / Reprodução
Novos cruzeiros que podem atracar no novo terminal de Santos possuem cabines maiores / Reprodução
Novos cruzeiros que podem atracar no novo terminal de Santos possuem cabines maiores / Reprodução
Um grande shopping flutuando nas águas / Reprodução
Um grande shopping flutuando nas águas / Reprodução
Vista do gigantesco MSC Seaside, contemplando o oceano / Reprodução
Vista do gigantesco MSC Seaside, contemplando o oceano / Reprodução

A chegada dos gigantes de última geração

Com a nova configuração do cais, Santos deixa de ter as restrições de manobra que hoje limitam a presença simultânea de várias embarcações de grande porte. Os navios da Classe Seaside e da Classe World, que figuram entre os maiores do mundo com mais de 330 metros de comprimento, terão prioridade e maior facilidade de acesso. A estrutura linear planejada para o Valongo permite que esses gigantes se alinhem de forma estratégica, otimizando o fluxo de turistas e garantindo que o porto possa receber embarcações com tecnologias de propulsão limpa, que exigem infraestrutura específica de segurança e abastecimento.

Tecnologia e sustentabilidade na beira do cais

Um dos grandes diferenciais dessa mudança é a adaptação para receber navios focados em sustentabilidade. O novo terminal está sendo projetado para suportar o "Shore Power", um sistema que permite aos navios se conectarem à rede elétrica terrestre enquanto estão atracados. Isso significa que os motores podem ser desligados, reduzindo drasticamente a emissão de poluentes e o ruído no Centro Histórico. Além disso, a profundidade do canal no trecho do Valongo será mantida de forma a garantir que os navios da classe New Panamax, com calados profundos, operem sem depender exclusivamente das janelas de maré alta.

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O fim do conflito entre turistas e contêineres

Atualmente, a operação de cruzeiros em Outeirinhos acontece em meio ao intenso tráfego de caminhões e navios de carga. A mudança para o Valongo isola o fluxo turístico, permitindo que a logística de bagagens e o embarque de milhares de pessoas ocorram de forma independente e muito mais ágil. Para o passageiro mobile, isso se traduz em menos tempo de espera e uma chegada mais charmosa, com vista direta para a revitalização histórica da cidade. A reorganização do porto também abre espaço para que as áreas de carga, como o Tecon 10 no Saboó, possam se expandir sem interferir no lazer dos viajantes.

Fontes pesquisadas: Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, diretrizes do Ministério dos Portos e Aeroportos sobre a revitalização do Valongo e projeções da CLIA Brasil (Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros) sobre as tendências da frota global.

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