O Guardião do Paquetá: imponente, de presença forte e olhos brilhantes / Imagem ilustrativa/IA - Gemini
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Hoje não é uma sexta-feira comum. É Sexta-Feira 13, e para os moradores de Santos, o clima de Carnaval divide espaço com uma das lendas mais intrigantes do litoral paulista.
No coração do Cemitério do Paquetá, fundado em 1854, uma sombra elegante e silenciosa costuma desafiar a lógica: o famoso Gato Preto.
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Diferente dos felinos comuns, os relatos sobre esta criatura atravessam gerações. Quem já o viu descreve um animal de porte imponente e pelos tão negros que parecem absorver a luz ao redor.
O detalhe que mais impressiona? Seus olhos. Dizem que brilham com uma intensidade hipnotizante, mesmo na mais completa escuridão das alamedas de pedra.
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A lenda não se alimenta apenas de aparições, mas de sumiços impossíveis. Coveiros e antigos vigias do local narram, há décadas, a mesma cena: o gato caminha calmamente à frente dos visitantes, como se estivesse guiando o caminho.
De repente, ao chegar diante de um mausoléu ou de um portão de ferro trancado, ele simplesmente desaparece. Não há pulos, não há barulho. Apenas o vazio.
Enquanto muitos temem o encontro com um gato preto, a tradição de Santos deu a ele um título diferente: o Guardião do Paquetá.
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Acredita-se que o animal protege o descanso eterno daqueles que ali repousam. Ele seria um sentinela espiritual, observando quem entra com respeito e quem profana o silêncio do campo santo.
Embora o mistério fascine, ele faz parte do patrimônio imaterial da cidade. Historiadores e pesquisadores locais, como Dino Menezes, documentaram esses relatos em obras que preservam a memória mística da Ilha de São Vicente.
Para quem caminha pelo Centro Histórico nesta noite de Sexta-Feira 13, um olhar atento para os arredores do Paquetá pode revelar que nem tudo o que brilha na noite santista é confete de Carnaval.
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