Novos trens chineses de alta tecnologia ligação São Paulo e Campinas em 64 minutos / Divulgação
Continua depois da publicidade
A chegada recente dos novos trens da gigante chinesa CRRC ao Porto de Santos marca o início de uma revolução tecnológica nos trilhos paulistas. Muito além do design moderno, o que realmente impressiona no projeto do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas em apenas 64 minutos, é o seu "cérebro": um sistema de automação e sinalização de última geração que permite viagens seguras a 140 km/h, o que eleva o patamar do transporte urbano no Brasil.
1. Automação e Inteligência de Ponta
Continua depois da publicidade
Os trens produzidos pela CRRC para o Eixo Norte operam com sistemas de automação que representam o que há de mais moderno em ferrovias de média velocidade. A composição utiliza inteligência artificial para otimizar a aceleração e a frenagem, garantindo que o trajeto seja cumprido com precisão matemática.
Diferente dos sistemas antigos, onde o condutor dependia apenas de sinais visuais, o sistema central "enxerga" todo o percurso em tempo real. Essa tecnologia reduz drasticamente a margem de erro humano e permite que o intervalo entre os trens seja otimizado, garantindo fluxo constante e seguro.
Continua depois da publicidade
2. O sistema CBTC: A "bolha" de segurança a 140 km/h
Para que o trem atinja os 140 km/h com segurança, ele utiliza o sistema CBTC (Communications-Based Train Control). Em vez de blocos fixos de trilhos, o CBTC utiliza uma rede de comunicação digital para criar um "bloco móvel" de proteção ao redor do trem.
O computador de bordo comunica constantemente sua posição exata e velocidade para o Centro de Controle Operacional. Se o sistema detectar qualquer proximidade excessiva com outra composição ou uma irregularidade na via, os freios são acionados automaticamente. É essa precisão que permite altas velocidades com total confiança no trecho SP-Campinas.
Continua depois da publicidade
3. Sensores e detecção de obstáculos em tempo real
O cérebro chinês do trem não monitora apenas os sistemas internos, mas também o ambiente externo. As composições são equipadas com sensores de infravermelho e radares de alta sensibilidade.
Caso um objeto caia na via ou haja qualquer interferência nos trilhos, o sistema processa a informação em milissegundos. No trajeto SP-Campinas, que atravessa áreas urbanas e rurais, essa tecnologia é vital para prevenir incidentes, permitindo que a composição reduza a velocidade ou pare totalmente sem intervenção manual imediata.
Continua depois da publicidade
4. Eficiência energética e manutenção preditiva
A tecnologia da CRRC também foca na sustentabilidade. O sistema de gestão de energia ajusta a aceleração e a frenagem de forma suave para evitar desperdícios. Estima-se que esses trens sejam até 15% mais econômicos que modelos de gerações anteriores.
Além disso, o "cérebro" do trem realiza um autoexame constante. Por meio de telemetria, ele envia relatórios para a equipe de manutenção antes mesmo de uma peça apresentar falha. Isso evita atrasos na linha e garante que os trens que ligam a capital ao interior estejam sempre em condições ideais de uso.
Continua depois da publicidade
5. O impacto na conexão São Paulo-Campinas
A implementação dessa sinalização moderna é o que torna o Trem Intercidades viável. Sem essa automação, seria impossível compartilhar faixas de domínio complexas e manter a regularidade necessária para atrair o passageiro que hoje utiliza o carro ou o ônibus.
Com a tecnologia GoA4, a viagem entre as duas maiores metrópoles do estado deixa de ser apenas um deslocamento e passa a ser uma experiência de previsibilidade e alta tecnologia, colocando o interior de São Paulo no mesmo patamar de mobilidade de grandes capitais europeias e asiáticas.
Continua depois da publicidade
Se tudo der certo o início das operações deve começar em 2031.
Com informações do Governo de SP, CRRC Corporation Limited e Relatórios de mobilidade da CPTM e Consórcio C2 Mobilidade sobre o TIC Eixo Norte.