Conheça a ilha paradisíaca do Litoral de SP que foi habitada por piratas; saiba como chegar

Chegada dos piratas teria acontecido no século XVIII. Além de um local de refúgio, a ilha era usada como esconderijo de tesouros e bens ilegais

A água do local é cristalina e muito bem preservada. Vários peixes são visíveis

A água do local é cristalina e muito bem preservada. Vários peixes são visíveis | Rodrigo Nathan/Especial para a Gazeta de SP

A Ilha do Montão do Trigo (ou Ilha Monte de Trigo), localizada em São Sebastião, é considerada um paraíso de águas cristalinas. E, além disso, há uma lenda no local de que os primeiros habitantes foram piratas que saqueavam pelas regiões próximas.

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Isso teria acontecido no século XVIII, quando a ilha serviu como refúgio para piratas e contrabandistas que aproveitavam sua localização estratégica para esconder tesouros e bens ilegais.

Esses piratas teriam construído abrigos no local, formando assim as ‘primeiras moradias’. Segundo conta a história, os moradores atuais da ilha seriam descendentes desses piratas.

Mais tarde, durante a época da escravidão, a ilha também foi usada como ponto de desembarque de escravos africanos.

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O lugar impressiona turistas que a visitam. No entanto, pouco ainda o conhecem.

A origem do nome “Montão de Trigo” se deve ao formato da ilha, que, vista de cima, faz lembrar uma quantidade da farinha.

Como chegar na Ilha Montão do Trigo?

A ilha está localizada a cerca de 14 quilômetros da costa sul do município de São Sebastião e é repleta de beleza natural e tradição.

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A forma mais prática de chegar ao local é por meio de um transporte de barco contratado, feito pelos próprios moradores do litoral, nas praias de Juqueri ou da Barra do Una.
O desembarque na ilha é feito na parte das pedras, em um píer de madeira improvisado, já que não possui uma praia.

Atrações durante a visita:

Mergulho

A água do local é cristalina e muito bem preservada. Vários peixes são visíveis e, no verão, a água é mais quente. Uma opção muito procurada por quem visita o local é o mergulho para aproveitar essa oportunidade. Mergulhadores, até mesmo profissionais, costumam visitar a ilha para isso.

Trilha

Por lá, é possível realizar uma trilha com cerca de 50 minutos de duração até o topo da ilha. São quase 300 metros de altura que permitem que os turistas, uma vez no topo, sejam capazes de observar todo o Canal de São Sebastião.

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Windsurf

O windsurf é outra atividade realizada no local. A modalidade compõe uma prancha e uma vela, praticada geralmente em águas sem muitas ondas.

Onde passar a noite?

Algumas pousadas próximas aos locais para pegar os barcos em direção a ilha são opções para os turistas. A Pousada Una e a Pousada Montão do Trigo são as opções mais conhecidas.

É possível morar no local?

Uma curiosidade da ilha Montão do Trigo é de que não é possível simplesmente escolher morar no local.  Desde 2012 os moradores da ilha têm o direito de uso exclusivo de Montão do Trigo. Foi o primeiro caso de concessão de um Termo de Autorização de Uso Sustentável para os moradores de uma ilha.

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Apenas os monteiros (como são chamados os habitantes) nativos podem morar lá. Ou seja: só é possível residir no local caso seja nascido por lá ou se case com algum nativo.

Os habitantes, porém, não podem vender suas casas, apenas usá-las, com a garantia de que ninguém poderá tirá-los de lá.

Como vivem os moradores?

Devido as restrições que impedem pessoas de fora a se tornarem moradores, os nativos acabam se casando entre famílias (primos, tios e sobrinhos) e, segundo relatos locais, a maioria, por conta deste fato, possui o mesmo sobrenome: Oliveira.

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Os monteiros vivem quase que apenas da pesca, que é praticada no local, visto que as águas da ilha são repletas de peixes. Entre as espécies mais fartas estão as garoupas, sororocas, lulas e bicudas — o peixe mais tradicional da ilha.

As refeições são tipicamente caiçaras, com arroz com peixe e banana. O que sobra, como parte de renda, é levado pelos moradores para ser vendido na Barra do Una, localizado a cerca de meia hora de barco do local.