A sonda Juice captou essa imagem recente do 3I/ATLAS / Reprodução/ESA/Juice/Janus
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Pela primeira vez na história, um objeto vindo de fora do nosso sistema solar entrou na lista de vigilância de prioridade de defesa planetária da ONU e da NASA.
O alvo da atenção global é o 3I/ATLAS. E o motivo de tanto alerta é simples: ele não está se comportando como a ciência esperava.
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A confirmação veio da Rede Internacional de Aviso de Asteroides (IAWN). Segundo os especialistas, rastrear a rota do 3I/ATLAS impõe "desafios únicos", exigindo um esforço global de monitoramento.
O que mais intriga os astrônomos é que o objeto foge totalmente do padrão de um cometa tradicional.
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A anomalia mais chocante é a emissão de um "anti-rastro". Em vez de a cauda ser empurrada para longe do Sol, como é o normal, o 3I/ATLAS projeta um jato de partículas diretamente na direção da estrela.
Esse fenômeno gerou forte repercussão. Um usuário do X (antigo Twitter) resumiu a desconfiança que circula na internet:
"Eles estão chamando isso de ‘um teste de métodos astrométricos aprimorados’. Em outras palavras, o objeto não está se comportando como deveria."
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Para tentar entender essa anomalia, cientistas preparam um exercício de rastreamento sem precedentes.
Entre 27 de novembro de 2025 e 27 de janeiro de 2026, telescópios de várias partes do mundo estarão com as lentes cravadas no 3I/ATLAS. O objetivo é cruzar dados de amadores e profissionais para cravar sua posição exata.
No entanto, há uma urgência tática. O objeto está atingindo sua aproximação máxima do Sol.
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Isso significa que, muito em breve, o brilho solar o tornará invisível para observações detalhadas. A janela para desvendar esse mistério está se fechando rapidamente.
O nível de mobilização na comunidade astronômica alimenta a imaginação do público. Como notou outro observador nas redes sociais:
"Quando todos os telescópios, de Mauna Kea ao Chile, estão sincronizados em um objeto, isso não é um exercício."
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A pergunta que fica no ar é: o 3I/ATLAS é apenas um cometa rebelde com física incomum ou estamos diante de algo que a nossa ciência ainda não consegue explicar?