Diário Mais

Como um simples chiclete levou um país a adotar uma das leis mais rígidas do planeta

Colocado na mesma categoria legal de drogas, armas e outros itens proibidos, o chiclete é rigidamente controlado e praticamente inexistente nas ruas da cidade

Isabella Fernandes

Publicado em 16/01/2026 às 17:15

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

A decisão de banir o chiclete em Singapura nasceu no início da década de 1990 como resposta a um problema urbano que parecia simples / Unsplash/ Mike Enerio

Continua depois da publicidade

A decisão de banir o chiclete em Singapura nasceu no início da década de 1990 como resposta a um problema urbano que parecia simples, mas gerava prejuízos constantes.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Em 3 de janeiro de 1992, o governo da cidade-estado passou a restringir de forma severa a importação e a comercialização do produto, após sucessivos episódios de descarte inadequado em espaços públicos.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Conheça a cidade eleita a mais acolhedora do país e chamada de 'Suiça brasileira'

• Atenção pais: Falha simples na cadeirinha gera multa de R$ 293 e retenção do veículo

• Adeus, Correios! País encerra as atividades postais após 400 anos de serviços

Um dos principais alvos da medida foi o sistema de transporte rápido. Chicletes colados em portas e sensores dos trens provocavam falhas no funcionamento e atrasos frequentes, elevando os custos de manutenção.

A solução encontrada foi tratar o produto como item proibido, incluído na lista alfandegária que reúne mercadorias com controle rígido de entrada no país.

Continua depois da publicidade

Unsplash/Quinten de Graaf
Unsplash/Quinten de Graaf
Unsplash/Jisun Han
Unsplash/Jisun Han
Unsplash/Anthony Lim
Unsplash/Anthony Lim
Unsplash/ Mike Enerio
Unsplash/ Mike Enerio
Unsplash/ Mike Enerio
Unsplash/ Mike Enerio

Conhecida mundialmente pela organização, limpeza e eficiência, Singapura reforçou com a proibição valores que já fazem parte de sua identidade urbana. O objetivo não era apenas estético, mas também financeiro: reduzir gastos com limpeza e preservar equipamentos públicos.

Impactos diretos na cidade

Após a entrada em vigor da regra, o número de resíduos de chiclete em ruas, estações e prédios públicos caiu de forma expressiva. A diminuição dos danos estruturais trouxe economia significativa aos cofres públicos e ajudou a manter a imagem de cidade extremamente organizada.

Conheça a cidade eleita a mais acolhedora do país e chamada de 'Suiça brasileira'

Continua depois da publicidade

À época, o então primeiro-ministro Goh Chok Tong defendeu a iniciativa como necessária para conter o vandalismo cotidiano e garantir o bom funcionamento da infraestrutura. Para o governo, a disciplina coletiva era vista como parte essencial do desenvolvimento urbano.

Mudanças pontuais, sem perder o controle

Mais de uma década depois, em 2004, a legislação passou por uma adaptação. O consumo de chicletes com finalidade terapêutica, como os utilizados em tratamentos para parar de fumar, foi autorizado sob regras rígidas.

Esses produtos só podem ser vendidos em farmácias credenciadas e mediante prescrição médica, mantendo o controle estatal sobre o uso.

Continua depois da publicidade

A flexibilização ocorreu após a assinatura de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, mostrando que Singapura ajusta suas políticas quando necessário, sem abrir mão do compromisso com ordem, limpeza e eficiência urbana.

Mais Sugestões

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software