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A nova descoberta científica pode proporcionar um momento de imersão no final de semana para os amantes de astronomia
Cso o cometa sobreviva, pode obter um brilho intenso nos dias que se seguirem, quase tão forte quanto Vênus, conhecido por ser um dos elementos mais luminosos do céu / Ilustração/Gemini/IA
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O MAPS, acrônimo do programa de astrônomos amadores no Chile, formado por Maury, Attard, Parrott e Signoret, fez uma descoberta de valor imprescindível para a ciência e para os amantes da astronomia.
Eles detectaram um cometa até então desconhecido que, sob condições específicas, poderia ser visto a olho nu. Além disso, esse cometa, denominado de C/2026, terá uma passagem tão próxima do Sol neste sábado (4/4), que já se enquadra na categoria dos “sungrazers”, isto é, rasantes ao Sol.
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A descoberta ocorreu no dia 13 de janeiro de 2026, e de acordo com o portal Earth Sky, o fato de que os astrônomos já conseguirem detectar o cometa significa que ele deve ser consideravelmente grande.
O Diário também noticiou sobre um cometa semelhante no ano passado. Ele também foi visto do Brasil. Confira.
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Estes são os links onde as imagens são atualizadas quase em tempo real (com alguns minutos de atraso processamento):
SOHO Real-Time Dashboard: Aqui você vê todas as câmeras. As mais importantes para o cometa são a LASCO C3 (azul, visão mais aberta) e a LASCO C2 (vermelha, visão fechada).
Link Direto - Câmera LASCO C3 (Azul): É onde ele aparece primeiro, vindo do canto inferior esquerdo.
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Link Direto - Câmera LASCO C2 (Vermelha): É onde veremos o momento crítico do "rasante" amanhã.
Se quiser ver vídeos compilados (timelapses) das últimas horas do cometa mergulhando no Sol:
SpaceWeather.com: Eles costumam postar GIFs atualizados e análises rápidas sobre se o núcleo está resistindo ou se fragmentando.
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Infográfico gerado pelo Gemini/IAApós a descoberta inicial no Chile, foi a vez do astrônomo Piero Sicoli, do Observatório Astronômico de Sormano, na Itália, analisar as peculiaridades do objeto.
Com isso, ele descobriu que esse novo objeto de estudo possui semelhanças com o cometa C/1963, e por conta disso, desenvolveu a teoria de que ambos descendem de um mesmo corpo progenitor, ou de algum outro cometa cuja trajetória era semelhante.
Esses objetos pertencem a “família” dos cometas Kreutz, denominados dessa forma como referência e homenagem ao seu descobridor, o astrônomo alemão Heinrich Kreutz.
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De acordo com o portal Space.com, atualmente as previsões da ciência são que o C/2026 passe a cerca de 160 mil km da superfície solar. Levando em conta que o Sol possui aproximadamente 139.267 km de diâmetro, essa distância é considerada pequena.
Existem duas possibilidades traçadas pela ciência a partir do entendimento de que o cometa recém descoberto passará a uma distância de proximidade extrema do Astro-rei: destruição iminente ou brilho intenso.
A possibilidade de destruição existe pois o cometa pode se desintegrar devido ao calor que irá de encontro orbitando tão próximo ao Sol, bem como o efeito das forças gravitacionais.
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Já caso o cometa sobreviva, pode obter um brilho intenso nos dias que se seguirem, quase tão forte quanto Vênus, conhecido por ser um dos elementos mais luminosos do céu.
Cientistas alertam que a recomendação é não olhar direto para o cometa, mas acompanhar pela internet através de câmeras do Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), que transmite imagens de cometas praticamente em tempo real.
Infográfico gerado pelo Gemini/IAO C/2026 foi identificado em 13 de janeiro de 2026 pela equipe MAPS (acrônimo dos astrônomos Maury, Attard, Parrott e Signoret) no Chile. O fato de ter sido detectado com meses de antecedência indica que o astro possui um tamanho considerável, diferenciando-o de pequenos fragmentos espaciais comuns.
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O astro pertence à célebre "família Kreutz", um grupo de cometas que se originou da fragmentação de um único corpo progenitor gigante há centenas de anos. Por compartilharem essa linhagem, esses objetos possuem trajetórias que os levam a passar extremamente perto do Sol, sendo classificados tecnicamente como sungrazers (rasantes).
Análises do astrônomo Piero Sicoli, do Observatório de Sormano, revelaram que o C/2026 possui semelhanças orbitais com o cometa C/1963. Essa conexão reforça a teoria de que ele é um "irmão" de gelo e poeira de outros grandes cometas históricos, compartilhando a mesma composição primitiva de quando o Sistema Solar foi formado.