No contexto mundial, 2025 foi o terceiro ano mais quente do planeta. / Foto de David Kanigan/Pexels
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O Brasil encerrou 2025 com temperatura média anual de 24,56 °C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O índice ficou 0,33 °C acima da média histórica e coloca o ano como o sétimo mais quente desde o início das medições, em 1961. O recorde nacional segue com 2024, que registrou média de 25,02 °C — 0,79 °C acima do padrão.
No contexto mundial, 2025 foi o terceiro ano mais quente do planeta. Já na América do Sul, de acordo com dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o ano ficou na sexta posição entre os mais quentes do continente.
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Conforme o Inmet, as temperaturas acima da média se espalharam por praticamente todo o território brasileiro. Os maiores desvios foram registrados no Paraná, Mato Grosso, sul do Pará e em grande parte da região Nordeste.
A análise histórica indica que, entre as décadas de 1960 e 1980, as temperaturas eram mais amenas e mais estáveis. A partir dos anos 2000, no entanto, os desvios positivos passaram a ocorrer com maior frequência, fazendo com que os anos recentes apareçam de forma recorrente entre os mais quentes da série histórica.
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Entre os anos com maiores médias anuais já registradas no país estão 2024 (25,02 °C), 2023 (24,92 °C), 2015 (24,89 °C) e 2019 (24,83 °C). O ano de 2025 aparece em seguida, com média de 24,56 °C.
O crescimento das temperaturas foi observado em todas as estações do ano. A primavera e o inverno apresentaram os maiores aumentos em relação à média de 1991 a 2020, com altas de 0,74 °C e 0,61 °C, respectivamente. O outono teve acréscimo de 0,58 °C, enquanto o verão registrou elevação de 0,43 °C.
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