Uma herança de séculos que sobreviveu ao oceano para recriar um mistério europeu em solo brasileiro / Divulgação/Turismo Nova Veneza
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Imagine atravessar um portal e desembarcar no norte da Itália sem precisar de passaporte. No sul de Santa Catarina, essa experiência é real.
Nova Veneza não carrega o nome por acaso: a cidade é um enclave europeu onde quase a totalidade da população compartilha o mesmo DNA dos colonos que cruzaram o oceano em 1891.
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Com cerca de 13 mil habitantes, o município ostenta o título de um dos maiores redutos de descendência italiana do país.
Diferente do Carnaval tradicional brasileiro, marcado pelo samba e pelo calor de fevereiro, o Carnevalle di Venezia acontece sob o frio de junho. É uma celebração que ignora os trios elétricos para dar lugar ao mistério e à elegância:
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Atmosfera Renascentista: Foliões vestem trajes de época pesados e luxuosos, escondendo o rosto atrás de máscaras artesanais que lembram os antigos bailes da nobreza veneziana.
A "Gôndola" Brasileira: A cidade abriga uma gôndola oficial, doada pelo governo de Veneza, que serve de cenário para fotos que confundem até os viajantes mais experientes.
O Banquete dos Imigrantes: O evento ocorre em paralelo à Festa da Gastronomia, transformando as ruas em um imenso restaurante a céu aberto onde polentas, massas e vinhos de produção local são os protagonistas.
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Dica do editor: Por que esta cidade do interior está 'humilhando' grandes capitais em qualidade de vida?
Embora tenha nascido como uma colônia ligada a Criciúma, Nova Veneza conquistou sua independência política no final da década de 1950 e, desde então, focou em preservar o que seus fundadores trouxeram na bagagem.
A arquitetura de pedra, os dialetos ainda ouvidos nas praças e a moldura das montanhas da Serra Geral criam um cenário que atrai turistas em busca de sofisticação e silêncio.
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A 215 km de Florianópolis, o destino prova que o Brasil é capaz de reinventar tradições globais com uma autenticidade que só um povo que honra suas raízes consegue manter.