Veja como a IA de Cambridge está transformando a reabilitação pós-AVC / Divulgação/University of Cambridge
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A tecnologia vestível atingiu um novo patamar para ajudar quem perdeu a voz. Um novo colar com inteligência artificial reconstrói a fala de vítimas de AVC de modo preciso.
O dispositivo foi descrito pelo site Interesting Engineering em janeiro deste ano.
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Uma equipe de Cambridge criou o Revoice para captar sinais físicos e contextuais.
O dispositivo usa sensores de alta sensibilidade que trabalham integrados a dois modelos de IA.
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Enquanto um modelo detecta vibrações silenciosas, o outro avalia o horário e o ambiente. Com isso, o sistema consegue formular frases precisas baseadas na intenção do usuário.
O diferencial do Revoice é evitar cirurgias cerebrais para a colocação de eletrodos.
Ele registra as contrações musculares do pescoço e também a frequência cardíaca do paciente.
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Desta forma, o sistema traduz esses sinais em linguagem falada quase em tempo real. Os desenvolvedores afirmam que a voz produzida soa de maneira muito mais natural.
Nos testes clínicos, o aparelho errou apenas 2,9% das frases e 4,2% das palavras.
Esses índices são considerados muito baixos e animadores para a medicina atual.
“Quando as pessoas têm disartria após um AVC, isso pode ser extremamente frustrante para elas”, disse Occhipinti ao Interesting Engineering. Ele ressalta que o paciente sabe o que quer falar no pensamento, mas é incapazes de fazê-lo.
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Veja mais: Esperança contra AVC: Estudo revela medicamento que corta em até 26% o risco de derrame.
A frustração pela falta de comunicação atinge não só o paciente, mas toda a família. Por esse motivo, o colar serve como muleta digital durante os meses de reabilitação.
A autonomia oferecida pelo Revoice ajuda a manter a saúde mental durante o processo. “Como muitos pacientes acabam recuperando a maior parte ou toda a fala, não há necessidade de implantes cerebrais invasivos”, explicou Luigi.
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O produto é leve, simples de limpar e foi projetado para ser usado diariamente. Além disso, a portabilidade é garantida pelo baixo consumo de energia do processador interno.
O uso da tecnologia pode se expandir para casos de Parkinson e doenças motoras.