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Há 22 anos o São Caetano era o terror dos clubes grandes do Brasil e a grande sensação do futebol no país, mas hoje está quase fechando as portas
O contraste do São Caetano em 2002 com o clube nos dias atuais: tristeza e preocupação com o futuro / Imagem ilustrativa criada por IA/Gemini
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Em 2002, o "Azulão" estava a 45 minutos de ser o dono do continente. Vencia o Olimpia na final da Libertadores e por pouco não foi decidir o Mundial contra o Real Madrid de Zidane e Ronaldo Fenômeno.
Hoje, a realidade é o Campeonato Paulista Série A4. Para quem não está familiarizado com a nova nomenclatura da Federação Paulista de Futebol (FPF), essa é a quarta e última divisão profissional do estado. O time que já frequentou o G4 do Brasileirão agora luta para não cair para o futebol amador.
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A equipe do São Caetano, em 2004, era uma máquina de bons jogadores - Crédito/O Curioso do FutebolE abrindo um breve parênteses no futebol, a cidade de São Caetano do Sul, ao contrário do clube, tem hoje o melhor IDH do Brasil.
O público é o termômetro mais cruel dessa decadência. Se no auge o São Caetano arrastava multidões e era o "segundo time" de muitos paulistas, os boletins financeiros da FPF em 2024 e 2025 mostram uma realidade desoladora:
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Não foi apenas um fator, mas uma sucessão de golpes que destruíram a estrutura do clube:
Jogadores do sub-20 em reunião com a diretoria e na parede a imagem de Muricy Ramalho, campeão Paulista pelo clube em 2004 - Facebook/São Caetano FutebolAtualmente, o clube tenta se manter vivo através de gestões que buscam investidores externos (SAF), mas o caminho de volta para a elite é longo e tortuoso. Para o torcedor que viu Adhemar, Somália e Silvio Luiz brilharem, ver o Azulão enfrentar times sem expressão nacional é um exercício diário de resiliência.
E para fechar o assunto, a critério de curiosidade extra, o ator Fábio Assunção iniciou a sua carreira nos palcos justamente em São Caetano do Sul, mostrando que o talendo da cidade vai muito além das quatro linhas.
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