A equipe liderada pelo cientista Fred Sharpe, da Alaska Whale Foundation, decifrou em maio de 2026 os misteriosos sons noturnos que intrigavam moradores na costa do Alasca, confirmando que as baleias jubarte são as verdadeiras autoras dos ruídos.
Essa importante descoberta resolve uma dúvida histórica de pescadores, faroleiros e velejadores que relatam barulhos assustadores vindos do fundo do mar durante a madrugada. Agora, a ciência comprova que esses gigantes marinhos possuem um repertório muito mais amplo e barulhento do que se imaginava.
Para desvendar esse enigma que já durava séculos, os pesquisadores instalaram microfones subaquáticos altamente sensíveis em pontos estratégicos do oceano. Eles contaram com a ajuda valiosa das comunidades locais, que indicaram os locais exatos onde as vibrações noturnas eram mais intensas.
Os resultados surpreenderam os especialistas em acústica marinha de todo o mundo. Além dos tradicionais cantos, sopros e guinchos já conhecidos, as gravações revelaram roncos de frequência extremamente baixa que se assemelham a trovões distantes cruzando a escuridão do mar.
O verdadeiro som das profundezas
Os cientistas identificaram e catalogaram três novos tipos de ruídos emitidos pelas baleias durante a noite. Eles batizaram esses sons peculiares de pizzle, uivo e pio, que parecem funcionar como uma nova forma de comunicação noturna da espécie.
O detalhe mais impressionante é que essas fortes vibrações sonoras conseguem escapar da água e se propagar diretamente pelo ar. Por causa dessa característica física única, qualquer pessoa em um raio de até 10 quilômetros consegue escutar os ruídos na superfície.
Esse fenômeno acústico explica o motivo de tantas pessoas sentirem medo ao navegar no escuro da noite. Se você se interessa pela vida marinha, vale a pena ler sobre como pesquisadores descobrem novos comportamentos de baleias e outros seres marinhos pelo mundo.
Os pesquisadores acreditam que o silêncio da noite ajuda na propagação dessas ondas sonoras de baixa frequência. Dessa forma, as baleias conseguem manter contato mesmo estando separadas por grandes distâncias geográficas nas águas geladas do norte.
Os próximos passos da ciência
A partir de agora, os biólogos querem entender o real significado de cada uma dessas mensagens noturnas. Eles pretendem descobrir se esses ruídos servem para alertar sobre perigos imediatos ou se fazem parte de algum ritual específico de acasalamento.
Outro ponto importante é analisar se esse comportamento se repete em outras populações de baleias pelo planeta. Afinal, a conservação dessas espécies depende diretamente do nosso entendimento sobre como elas vivem, se alimentam e se comunicam.
Sabemos que as mudanças climáticas e a poluição sonora dos navios afetam gravemente a comunicação desses animais. Por isso, iniciativas de preservação dos oceanos e foco de novas pesquisas são fundamentais para proteger a rica biodiversidade marinha.
As descobertas completas foram apresentadas oficialmente na prestigiada Astrobiology Science Conference, realizada na cidade de Madison, no estado de Wisconsin. O estudo abre um novo capítulo na biologia marinha e mostra que o oceano ainda esconde mistérios fascinantes.
*Fontes da pesquisa: Informações divulgadas pela Alaska Whale Foundation e os dados científicos apresentados na Astrobiology Science Conference de 2026.
