Um pequeno passo para astronomia, um grande passo para responder à questão: "Estamos sozinhos no universo?" / NASA/JPL-Caltech/K. Miller
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A colaboração entre estudantes e pesquisadores veteranos resultou na identificação do HD 137010 b. Este novo mundo possui dimensões muito próximas ao nosso planeta e orbita uma estrela a 146 anos-luz de distância.
Além disso, os dados apontam uma probabilidade de 50% de o astro estar em uma região temperada. A descoberta surgiu após uma análise minuciosa de informações coletadas anteriormente pelo telescópio espacial Kepler.
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Embora seja considerado um forte candidato, o planeta ainda necessita de validações adicionais por meio de novos estudos. Entretanto, o entusiasmo da comunidade científica é evidente diante do potencial deste achado.
Existem critérios fundamentais que tornam um exoplaneta interessante para o estudo da vida. Primeiramente, a estrela hospedeira deve emitir radiação de forma equilibrada, assemelhando-se ao comportamento do Sol. Portanto, a estabilidade solar é um ponto chave para a manutenção de atmosferas planetárias.
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Outro fator determinante é a localização do planeta em relação ao calor de seu astro. Estar na zona habitável permite que as temperaturas não sejam extremas, possibilitando a presença de água na superfície.
De acordo com Chelsea Huang, autora do estudo, o que é realmente empolgante nesse planeta do tamanho da Terra é que sua estrela está a cerca de 150 anos-luz do nosso sistema solar.
Os registros originais que permitiram esse achado foram feitos pelo telescópio Kepler no ano de 2017. A técnica utilizada foca no trânsito planetário, que ocorre quando o corpo celeste cruza a frente da estrela. Consequentemente, uma pequena sombra reduz a luminosidade captada pelos equipamentos terrestres.
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Inicialmente, voluntários civis e um jovem estudante do ensino médio notaram padrões intrigantes nesses dados. Logo depois, especialistas de diversos países, como Estados Unidos e Austrália, uniram forças para confirmar as suspeitas.
Esse esforço conjunto demonstra como a ciência cidadã pode impulsionar grandes descobertas no cosmos.
Mesmo observando apenas uma silhueta distante, os astrônomos conseguem extrair informações valiosas. O tamanho do planeta é calculado com base na proporção da sombra projetada sobre o brilho estelar. Além disso, ferramentas modernas de espectroscopia podem indicar elementos presentes em sua atmosfera.
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A distância entre o planeta e a estrela também é deduzida pela frequência das quedas de luz detectadas. Dessa forma, os cientistas avaliam se o ambiente é amigável para o surgimento de oceanos. Por fim, outras medições matemáticas ajudam a refinar continuamente esses modelos astronômicos complexos.