Cientistas avisam que vórtice polar sul pode colapsar e causar tragédias no Brasil

Os especialistas estão observando o fenômeno de maneira apreensiva há algumas semanas

Brasil estaria na rota de consequências graves de um colapso no vórtice polar sul

Brasil estaria na rota de consequências graves de um colapso no vórtice polar sul | Foto de Tima Miroshnichenko/Pexels

As mudanças climáticas estão cada vez mais constantes e severas. Chuvas fora de época, ondas de calor que não existiam, ressacas mais violentas, tornados em regiões que nunca haviam registrado o fenômeno antes e, agora, instabilidades de grande preocupação no vórtice polar sul colocam cientistas em apreensão.

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Para entender melhor, o vórtice polar é uma gigantesca massa de ar frio que circula em forma de correntes de vento sobre os polos. No Hemisfério Sul os cientistas observam de forma apreensiva, há algumas semanas, a movimentação dessas correntes, que estão acontecendo de maneira desordenada, instável e preocupante.

Até então o fenômeno era considerável estável, ou seja, se comportava sempre de maneira igual. Todavia, de algumas semanas para cá, ele tem enfraquecido, perdido velocidade e aumentado sua temperatura na estratosfera. Essas oscilações são consideradas perigosas, principalmente para a Nova Zelândia, Austrália e América do Sul, onde o Brasil está.

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Caso haja um colapso neste vórtice polar sul, isso significa uma mudança na direção das correntes de ar frio, que girariam ao contrário, e o Brasil poderia ter ondas de calor extremamente quentes, secas e duradouras, o que coloca em risco a saúde de crianças e pessoas portadoras de doenças cardíacas, sejam elas leves ou graves.

E estamos falando de um calor de mais de 47 º C que permaneceria por 2, 3 ou 5 meses.

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Um colapso no vórtice polar sul ainda pode causar mudanças climáticas repentinas, com fortes e perigosos temporais, alagamentos, ventos destrutivos, ressacas volumosas, inundações e tempestades de raios assustadoras.

Se no Brasil pode esquentar à níveis letais, no Hemisfério Norte há risco de centenas de pessoas morrerem congeladas.

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*Com informações do serviço meteorológico neozelandês (NIWA), Super Interessante e Meteored