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Ciência explica o que acontece com seu corpo ao tomar uma colher de azeite em jejum todo dia

Rotina em jejum destaca digestão e antioxidantes, mas a recomendação é clara: dose pequena e regular

Agência Diário

Publicado em 06/01/2026 às 22:00

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Uma colher de azeite extravirgem em jejum virou hábito de muita gente. Antioxidantes, gorduras boas e possíveis benefícios digestivos explicam a curiosidade  mas a regra é clara: constância sem exagero/Pixabay
Uma colher de azeite extravirgem em jejum virou hábito de muita gente. Antioxidantes, gorduras boas e possíveis benefícios digestivos explicam a curiosidade mas a regra é clara: constância sem exagero/Pixabay
Tomar azeite extravirgem pela manhã não é milagre, mas pode apoiar a saúde do coração, da digestão e da imunidade. O segredo está na dose certa e na qualidade do produto/Pixabay
Tomar azeite extravirgem pela manhã não é milagre, mas pode apoiar a saúde do coração, da digestão e da imunidade. O segredo está na dose certa e na qualidade do produto/Pixabay
Relatos apontam melhora da azia e da digestão com uma colher de azeite em jejum. Estudos reforçam benefícios quando ele substitui outras gorduras, não quando é somado sem controle/Pixabay
Relatos apontam melhora da azia e da digestão com uma colher de azeite em jejum. Estudos reforçam benefícios quando ele substitui outras gorduras, não quando é somado sem controle/Pixabay
Rico em polifenóis, vitamina E e gordura monoinsaturada, o azeite extravirgem ganha espaço além do prato. Em jejum, a recomendação é simples: até uma colher e atenção às calorias/Pixabay
Rico em polifenóis, vitamina E e gordura monoinsaturada, o azeite extravirgem ganha espaço além do prato. Em jejum, a recomendação é simples: até uma colher e atenção às calorias/Pixabay
Azeite extravirgem em jejum pode ajudar na digestão, no colesterol e até no bem-estar  desde que usado como aliado diário, não como solução milagrosa. Menos é mais/Pixabay
Azeite extravirgem em jejum pode ajudar na digestão, no colesterol e até no bem-estar desde que usado como aliado diário, não como solução milagrosa. Menos é mais/Pixabay

Hábito com azeite extravirgem pode apoiar coração e estômago, desde que entre como substituição e não como excesso / Banco de imagens

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Tomar uma colher de azeite extravirgem em jejum, pela manhã, mistura tradição alimentar e curiosidade. O ingrediente já é famoso como tempero, mas o consumo direto em colher ganhou espaço nos últimos tempos.

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O azeite reúne antioxidantes, vitaminas e compostos ligados a uma gordura considerada saudável. Ainda assim, a atenção precisa ser redobrada, porque quantidade e calorias mudam o impacto do hábito no dia.

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Em relato ao portal Vogue, uma mulher contou o que mudou em sua saúde com esse novo hábito. A rotina começou como tentativa de aliviar azia persistente. Após alguns dias, veio sensação de melhora e de proteção no estômago, e o hábito foi mantido com a dose limitada a uma colher.

Propriedades que explicam a fama do extravirgem

O azeite de oliva é uma gordura monoinsaturada composta por triglicerídeos. Entre os ácidos graxos citados estão oleico, linoleico, palmítico e esteárico, com presença marcante do ácido oleico.

Ele também concentra antioxidantes e polifenóis, vitamina E, fitoesteróis e esqualeno, além de provitamina A. Esse conjunto aparece como base para benefícios ligados à imunidade, ao envelhecimento celular e ao combate aos radicais livres.

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Benefícios listados: do coração ao humor

Entre os efeitos associados ao azeite, aparecem melhora do controle do colesterol, redução da pressão arterial elevada e menor risco de doenças cardiovasculares. Também há menção a fortalecimento do sistema imunológico e suporte aos ossos.

Entram ainda propriedades anti-inflamatórias ligadas à artrite e dores reumáticas, além de compostos como hidroxitirosol e tirosol, citados com propriedades antitumorais. A lógica é tratar o azeite como aliado diário, não como “cura”.

O hábito também é ligado a digestão, microbiota intestinal e trânsito intestinal, além da ideia de aumento de serotonina no cérebro, associada ao combate à depressão. Na prática, isso funciona como apoio, não como promessa.

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O que o estudo destaca

Um estudo citado no Journal of the American College of Cardiology associa o consumo diário de 2 colheres de sopa de azeite (equivalente a 7 g) a risco reduzido de doenças cardiovasculares, pulmonares e neurodegenerativas.

O efeito aparece quando outras fontes de gordura, como manteiga e margarina, são substituídas pelo azeite. Assim, o foco recai sobre escolhas melhores no prato, em vez de apenas adicionar mais gordura ao dia.

Por que tomar em jejum pode ser diferente

Tomar azeite em jejum entra como um hábito que muita gente experimenta ao lado de outras rotinas matinais, como água com vinagre de maçã ou água com limão. A ideia é usar o jejum como janela para benefícios mais específicos.

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A motivação aqui foi digestiva. Em poucos dias, surgiu sensação de camada protetora no estômago e, após algumas semanas, menos episódios de azia e de dificuldade para digerir, com cautela ao atribuir uma causa única.

A decisão foi manter a rotina com cuidado: uma colher de sopa pela manhã e pouco, ou nada, durante o resto do dia. A regra é simples: constância, sim; excesso, não.

Como tomar e quanto esperar

A orientação é tomar em jejum logo ao acordar e esperar meia hora antes do café da manhã. A ideia é repetir o hábito diariamente para observar efeitos com o passar do tempo.

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Se a escolha for consumir em jejum, a recomendação é limitar-se a 1 colher, ou no máximo 2. Essa decisão depende da condição física e do quanto de azeite ainda será usado para temperar alimentos ao longo do dia.

Noite também entra na conversa

Algumas pessoas preferem tomar antes de dormir por causa da melatonina, descrita como abundante no azeite. Nesse cenário, além de outros benefícios, a rotina inclui uma dose natural ligada a dormir melhor.

Mesmo assim, a manhã é vista como preferível, já que os nutrientes seriam melhor absorvidos quando se acorda em jejum. A escolha passa por objetivo e adaptação ao próprio corpo.

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Contraindicações: o alerta principal é a dose

As contraindicações se concentram em quantidade e calorias. Por isso, o cuidado precisa ser maior para quem está acima do peso ou segue dieta de baixa caloria, já que o azeite é denso em energia.

100 gramas de azeite fornecem 900 calorias em gordura. Uma colher de sopa, de 8 a 10 gramas, fornece aproximadamente 80 quilocalorias, reforçando por que o ritual não deve passar do ponto.

Como referência para dieta saudável em pessoa com peso normal e estilo de vida ativo, a quantidade diária recomendada é de 40 gramas por dia, ou 4 colheres de sopa.

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Azeite com limão e a busca por qualidade

Para variar, dá para adicionar gotas de suco de limão fresco à colher. O limão é visto como aliado da digestão, do trânsito intestinal e da hidratação, além de mudar o sabor.

Também vale priorizar azeite extravirgem de alta qualidade, mesmo sabendo que nem sempre é fácil identificar isso na compra. Nesse contexto aparece a menção ao especialista Aleandro Ottanelli.

"O ouro verde da nossa terra oferece sabores intensos e um aroma extremamente complexo, mas não é só isso", explica a Dra. Annamaria Acquaviva, diretora científica do Palazzo di Varignana.

"Na verdade, graças à sua vasta gama de micronutrientes e moléculas antioxidantes, o azeite extra virgem promove a absorção de vitaminas lipossolúveis dos ingredientes que tempera, conferindo um sabor único".

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