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Ciência explica mistério pelo qual aves sempre se chocam com janelas

Um pássaro bicando a janela pode estar reagindo ao próprio reflexo e tentando "expulsar" um rival que, na verdade, não existe

Agência Diário

Publicado em 09/01/2026 às 21:30

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O pássaro não vê vidro: vê um rival e tenta expulsá-lo do território, repetindo o ataque todos os dias/Pixabay
O pássaro não vê vidro: vê um rival e tenta expulsá-lo do território, repetindo o ataque todos os dias/Pixabay
Ao confundir o próprio reflexo com outro animal, a ave entra em um ciclo de disputa que pode durar semanas/Pixabay
Ao confundir o próprio reflexo com outro animal, a ave entra em um ciclo de disputa que pode durar semanas/Pixabay
O vidro funciona como espelho e engana o pássaro, que reage instintivamente como em uma briga territorial/Pixabay
O vidro funciona como espelho e engana o pássaro, que reage instintivamente como em uma briga territorial/Pixabay
O comportamento se repete porque o "inimigo" nunca vai embora  afinal, é apenas o reflexo/Pixabay
O comportamento se repete porque o "inimigo" nunca vai embora afinal, é apenas o reflexo/Pixabay

Basicamente, a batida nas janelas é uma forma de ataque / Banco de imagens

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Um pássaro bicando a janela pode parecer apenas um hábito curioso, mas a repetição diária costuma ter uma explicação consistente. O vidro reflete, o animal se vê e reage como se estivesse diante de outro pássaro.

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Uma moradora descreveu o caso com detalhes e disse que “acho que é um chasco-ruivo” bicando a janela há cerca de duas semanas. Ela gostou de observar, mas se irritou porque “me acorda às 8h da manhã nos fins de semana”.

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Quando o reflexo vira estímulo constante, o comportamento tende a durar. O pássaro volta ao mesmo local, interpreta a imagem como intrusa e insiste, criando uma rotina que incomoda e parece não ter fim.

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O vidro funciona como espelho para a ave

Johan Lind, professor assistente de etologia na Universidade de Linköping, explica que esse tipo de reação aparece quando o animal não está acostumado com imagens refletidas. Ele afirma: “Parece um caso clássico de um animal selvagem, não acostumado com imagens refletidas, vendo seu reflexo e reagindo como se estivesse vendo um congénere.”

Em outras palavras, o pássaro não entende que é ele mesmo. Ele entende que há outro ali e tenta expulsar, como faria em qualquer disputa territorial, especialmente quando o reflexo é nítido e fixo.

Competição faz o comportamento ficar mais intenso

Ao comentar o vídeo, o professor observa uma motivação típica de disputa. Para ele, “O pica-pau-de-penacho-amarelo no vídeo parece ser um macho e provavelmente está motivado a bicar o vidro para se livrar de um competidor.”

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Como o “competidor” não some, a ave não recebe o sinal de que venceu. Assim, ela retorna e repete o ataque, e isso pode acontecer em vários dias seguidos, sempre no mesmo horário.

Quando o reflexo muda, o comportamento muda

O mesmo padrão aparece em outros reflexos do cotidiano. Johan Lind comenta que “Não é incomum observarmos situações como esta, por exemplo, quando chapins-azuis e gaios atacam espelhos retrovisores de carros”.

E a curiosidade não é só urbana. Ele lembra que “Existem muitos vídeos online onde pessoas instalaram espelhos em áreas selvagens com câmaras escondidas que registaram as reações de espécies como gorilas e leopardos”, reforçando como o reflexo pode confundir.

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Uma intervenção simples pode resolver

Se o objetivo é fazer o pássaro parar, a estratégia mais direta é impedir que ele veja a própria imagem no ponto em que costuma pousar. Isso reduz o estímulo visual e tira o “rival” da frente dele.

O professor orienta: “Se você quiser se livrar do problema, e se a interpretação do espelho acima estiver correta, ele deve ser resolvido se você colocar algo na parte externa da parte inferior da janela para que o esquilo-terrestre não veja sua imagem refletida quando estiver sentado no parapeito da janela.”

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