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Ainda não há provas suficientes à disponibilização de um resultado concreto, com 100% de precisão. No entanto, cientistas consideram potenciais riscos, envolvendo ondas emitidas pelos dispositivos
Especialistas explicam que celulares emitem radiações não ionizantes, semelhantes à s de rádio e micro-ondas de baixa frequência, mas ainda alvo de estudos cientÃficos / Freepik
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Muitas pessoas utilizam seus celulares da forma que acreditam ser mais conveniente e confortável. Seja dormir com o aparelho ao seu lado ou até mesmo carregá-lo durante todo o dia em sua bolsa... esses hábitos podem parecer indiferentes e comuns. No entanto, podem causar amplos impactos negativos e, inclusive, riscos.
Os potenciais danos são consequências das radiações emitidas pelos dispositivos. O professor Vincenzo Schettini, criador do canal do YouTube "A FÃsica que a gente gosta", aborda o assunto em um de seus vÃdeos, explicando a diferença entre as ondas ionizantes e não ionizantes.
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Em geral, os processos de radiação são divididos em ionizantes e não ionizantes. O primeiro tipo (ionizante) contém tanta energia que é suficiente para arrancar elétrons, danificando o DNA.
Já as não ionizantes não apresentam impactos tão profundos, ao menos não ao corpo humano: são radiações de baixa frequência, com potencial para vibração e aquecimento de moléculas. Por isso, estão presentes em recursos como a radiação ultravioleta, infravermelha, além do micro-ondas e das ondas de rádio.
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Contudo, talvez você esteja se perguntando o que tudo isso tem a ver com o celular, especificamente. Neste caso, a comunidade cientÃfica internacional confirma que esses dispositivos emitem e recebem ondas com frequência semelhante à s de um rádio ou micro-ondas, pertencentes ao grupo de radiação não ionizante.
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Apesar de os elementos não serem fundamentalmente perigosos, a exposição excessiva, em tese, pode causar riscos à saúde, incluindo distúrbios neurológicos e até mesmo tumores na cabeça. No entanto, isso só aconteceria em frequências extremamente altas, tais como os nÃveis de radiação presentes em fornos de micro-ondas, representando riscos quase irreais no cotidiano.
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Para evitar potenciais perigos, a fÃsica clássica explica que a intensidade do campo eletromagnético diminui exponencialmente com o aumento da distância do aparelho. Ou seja, quanto mais longe alguém estiver do celular, menores são as radiações. Dados mostram que, a 20 centÃmetros, a exposição cai em mais de 90%.
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) foi responsável por classificar campos de radiofrequência como possivelmente cancerÃgenos para humanos. Os potenciais impactos englobam a categoria 2B, apresentando evidências limitadas e não necessariamente conclusivas.
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Já a Associação Italiana de Pesquisa sobre o Câncer (AIRC) reforça ainda mais o último ponto. Cientistas destacam que ainda não há provas concretas que sustentem uma relação direta de causa e efeito entre a exposição a campos eletromagnéticos e o surgimento de tumores cerebrais.
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O comunicado mais recente fornecido pela AIRC foi em 22 de outubro de 2024. A organização afirmou: "As provas disponÃveis não são suficientes para afirmar que existe um vÃnculo, especialmente com os celulares da nova geração".
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Apesar dos riscos ainda não serem claros, cientistas alertam: O monitoramento deve ser essencial e as pesquisas devem continuar.
Para mais informações sobre o assunto, confira o vÃdeo abaixo do professor Vicenzo Schettini. Como o vÃdeo está em italiano, é possÃvel colocar as legendas com tradução automática para português ou a dublagem automática, recurso disponÃvel pelo YouTube.
Para colocar as legendas automática: Vá em detalhes, no canto inferior direito da tela do vÃdeo - Legendas - Traduzir automaticamente - Escolha o idioma de preferência
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Para evitar e se prevenir dos possÃveis riscos mencionados, alguns hábitos simples e acessÃveis, mas de extrema importância são recomendados por Schettini. Confira as opções logo abaixo.Â
Visto que o uso prolongado do aparelho aumenta a exposição, o especialista italiano recomenda utilizar o viva-voz ou fones de ouvidos, mantendo o aparelho a uma distância adequada. A apenas 10 ou 20 centÃmetros, a intensidade do campo já diminui drasticamente.Â
Os fones de ouvido com fio acabam transmitindo o som por intermédio de um condutor, sem emissões eletromagnéticas relevantes. No entanto, os fones Bluetooth operam com tecnologia de baixa potência, emitindo radiação aproximadamente 100 vezes menor do que o dispositivo celular.
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Principalmente quando se tratam de regiões mais sensÃveis do corpo, guardar o celular enquanto o aparelho mantém esse contato direto com o indivÃduo pode não ser bom, gerando exposição contÃnua.
O perigo aumenta ainda mais quando o sinal está fraco, ampliando a potência de emissão à busca de redes. Logo, a recomendação é deixá-lo dentro de uma bolsa ou mochila.Â
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Quando localizado a mais de 50 centÃmetros da cabeça, a posição é considerada preocupante, segundo os princÃpios fÃsicos. Por precaução, recomenda-se não dormir com o aparelho debaixo do travesseiro, prevenindo o contato corporal, por menor que seja. O ideal é deixá-lo em uma superfÃcie afastada, ou até mesmo em outro cômodo.Â
Schettini conclui que, embora não existam evidências concretas sobre os prejuÃzos causados pelo celular, pequenas mudanças de hábito podem reduzir a exposição desnecessária, mas sem comprometer a utilização tecnológica.
*O texto contém informações dos portais BBC e VX Medical Innovation