Cidade turística queridinha dos brasileiros reajusta taxa e pode cobrar até R$ 90

Prefeitura alega aumento de custos com turismo e déficit na manutenção do arquipélago

Morro de São, Costa do Dendê, Bahia

Morro de São, Costa do Dendê, Bahia | Divulgação/ Jota Freitas/ Setur-BA

A partir de 20 de dezembro, turistas que visitarem Morro de São Paulo, um dos destinos mais procurados da Bahia e do Brasil, passarão a pagar R$ 70 para acessar o arquipélago de Cairu. O valor corresponde à TUPA (Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago), que teve aumento após aprovação da Câmara Municipal, subindo de R$ 50 para R$ 70.

O reajuste, no entanto, não será o último. A nova lei prevê que a tarifa suba novamente para R$ 90 a partir de 1º de julho de 2026. Na mesma data, a cobrança passará a valer também no distrito de Boipeba, com tarifa inicial de R$ 50.

Segundo a Prefeitura de Cairu, o aumento se deve ao crescimento do fluxo turístico e aos impactos gerados sobre os serviços públicos. Em nota, o município informou que a arrecadação atual da TUPA não é suficiente para cobrir os custos de manutenção do arquipélago.

As fotos são do Blog Morro de São Paulo

Em 2024, as despesas diretamente relacionadas ao turismo ultrapassaram R$ 17 milhões, resultando em um déficit superior a R$ 5,9 milhões em comparação com o valor arrecadado pela tarifa, de acordo com dados da gestão municipal.

O prefeito Hildécio Meireles (União Brasil) afirmou que a atualização da taxa é necessária para garantir o equilíbrio fiscal e preservar a infraestrutura local. Segundo a prefeitura, o reajuste foi definido com base em estudos técnicos, que apontaram que o custo real dos serviços prestados exigiria valores mais altos do que os cobrados até então.

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Para que serve a TUPA

  • Criada com foco no turismo sustentável, a TUPA é utilizada para financiar ações como:
  • gestão, coleta e destinação de resíduos sólidos
  • reforço das equipes de limpeza pública
  • manutenção de praias, trilhas, mirantes e equipamentos turísticos
  • preservação das piscinas naturais e de áreas ambientalmente sensíveis

Ordenamento da atividade turística

Além disso, a nova legislação determina que 2% de toda a arrecadação seja destinada obrigatoriamente ao Fundo Municipal de Turismo, com o objetivo de apoiar ações de qualificação e incentivo ao setor.

Desde 2021, a TUPA é cobrada de forma totalmente digital, o que permite à prefeitura monitorar o fluxo de visitantes e planejar os serviços com mais precisão. Segundo a gestão municipal, o sistema contribui para o uso mais eficiente dos recursos, dentro do conceito de turismo inteligente.