Você conseguiria imaginar uma rotina em que o sol simplesmente desaparece por quase metade do ano? / Michael Fousert na Unsplash
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Você conseguiria imaginar uma rotina em que o sol simplesmente desaparece por quase metade do ano? Em uma pequena cidade localizada no extremo norte do planeta, essa não é uma hipótese curiosa, mas parte da vida cotidiana.
Situada no arquipélago norueguês de Svalbard, muito próxima ao Ártico, Longyearbyen enfrenta todos os anos o fenômeno conhecido como noite polar.
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A ausência prolongada de luz solar acontece por causa da inclinação do eixo da Terra. Como o planeta não gira de forma totalmente vertical, há períodos em que determinadas regiões deixam de receber a luz direta do Sol. Esse mesmo fator explica as estações do ano opostas entre os hemisférios Norte e Sul.
Na cidade norueguesa, a noite polar se estende aproximadamente de outubro a fevereiro, durante o inverno do Hemisfério Norte. Ao longo desses meses, o Sol não chega a ultrapassar o horizonte, mergulhando a região em escuridão constante.
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A fauna e a flora locais precisaram desenvolver estratégias para sobreviver a esse cenário extremo, e os impactos também se refletem diretamente na rotina humana.
De acordo com a National Geographic, os moradores recorrem amplamente a lâmpadas de terapia de luz, que simulam a luminosidade solar e ajudam a regular o relógio biológico. Manter hábitos ativos, horários organizados e atividades físicas regulares é fundamental para preservar a saúde física e mental.
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Além disso, a vida comunitária ganha ainda mais importância nesse período. Eventos coletivos, encontros culturais e atividades sociais ajudam a combater o isolamento e tornam a longa noite polar mais suportável.
Assim, mesmo sem o sol, a cidade encontra maneiras de manter o equilíbrio e a convivência ao longo dos meses de escuridão.