Você conseguiria viver em um lugar onde o sol desaparece por meses seguidos? / Unsplash
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Você conseguiria viver em um lugar onde o sol desaparece por meses seguidos? No extremo norte do planeta, essa realidade não é ficção, mas parte da rotina.
Localizada no arquipélago de Svalbard, na Noruega, a pequena cidade de Longyearbyen convive todos os anos com a chamada noite polar, um fenômeno que mergulha a região em escuridão contínua durante o inverno.
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A explicação está na inclinação do eixo da Terra. Como o planeta não gira de forma totalmente vertical, há períodos em que determinadas áreas deixam de receber luz solar direta. Esse mesmo movimento é o responsável pelas estações do ano opostas entre os hemisférios Norte e Sul.
Em Longyearbyen, a noite polar costuma ocorrer entre outubro e fevereiro. Nesse intervalo, o Sol não ultrapassa a linha do horizonte em nenhum momento do dia, mantendo a cidade sob um céu permanentemente escuro.
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A natureza precisou se adaptar às condições extremas. Animais e plantas desenvolveram mecanismos específicos para resistir ao frio intenso e à ausência prolongada de luz. Para os moradores, o desafio é outro: manter o equilíbrio físico e emocional.
Segundo a National Geographic, os habitantes recorrem com frequência a lâmpadas de terapia de luz, que simulam a luminosidade solar e ajudam a regular o relógio biológico. Rotinas organizadas, prática de atividades físicas e horários bem definidos também são estratégias essenciais para preservar a saúde.
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A convivência comunitária ganha papel central nesse período. Eventos culturais, encontros e atividades coletivas ajudam a reduzir o isolamento e tornam os meses de escuridão mais suportáveis.
Mesmo sem o brilho do sol por quase metade do ano, Longyearbyen mostra que é possível adaptar hábitos e encontrar formas de manter a qualidade de vida em um dos ambientes mais extremos do planeta.