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Conhecida como a "Atenas alagoana", Penedo reúne igrejas barrocas, casarões coloniais e museus que ajudam a narrar a formação do Nordeste
A cerca de 160 quilômetros de Maceió, o município se desenvolveu sobre um rochedo às margens do São Francisco / Divulgação/Prefeitura de Penedo
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Na fronteira entre Alagoas e Sergipe, uma cidade histórica chama atenção pela preservação do patrimônio, pela forte identidade cultural e pela ligação profunda com o rio São Francisco.
Conhecida como a “Atenas alagoana”, Penedo reúne igrejas barrocas, casarões coloniais e museus que ajudam a narrar a formação do Nordeste e atraem visitantes de diversas regiões do país.
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A cerca de 160 quilômetros de Maceió, o município se desenvolveu sobre um rochedo às margens do São Francisco, o maior rio que nasce e deságua em território brasileiro.
Fundada em 1614, no início do século XVII, a cidade ocupou posição estratégica durante o período colonial, funcionando como entreposto comercial e ponto militar fundamental para o controle da navegação fluvial.
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Entre os séculos XVII e XVIII, o crescimento econômico impulsionou a construção de igrejas, conventos e sobrados que moldaram o perfil urbano ainda preservado. Diferentemente de outros centros históricos do país, Penedo conseguiu manter grande parte de sua estrutura original, o que reforça seu valor histórico e arquitetônico.
Esse conjunto urbano foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os principais símbolos estão a Igreja de Nossa Senhora das Correntes, a Igreja de São Gonçalo Garcia, o Convento Franciscano e uma sequência de casarões coloniais com fachadas coloridas e traços barrocos.
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Espaços como o Paço Imperial, o Museu da Casa do Penedo e o Museu São Francisco preservam a memória local e evidenciam a relação histórica da cidade com o rio, elemento central da vida econômica, cultural e religiosa do município.
O título de “Atenas alagoana” está ligado à forte vocação intelectual e artística da cidade. Penedo abriga o Theatro Sete de Setembro, o primeiro teatro construído na antiga província de Alagoas, e mantém uma agenda cultural ativa voltada à música, literatura, cinema e artes visuais.
Percorrer o centro histórico é caminhar por ruas de paralelepípedo que inspiraram poetas, cineastas e fotógrafos. A atmosfera erudita, aliada à conservação do patrimônio, consolidou o município como um dos principais polos de turismo cultural do estado.
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